Tipos de Câncer

Vulva

O que é câncer de vulva

O câncer de vulva é uma neoplasia (proliferação desordenada de células no organismo) rara que se desenvolve na área em torno da abertura da vagina.

Corresponde a menos de 1% dos tumores malignos da mulher e é responsável por 3% a 5% das neoplasias malignas do trato genital feminino, com incidência anual de 1 a 2 casos a cada 100 mil mulheres nos EUA. No Brasil, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) não possui estimativas para o câncer de vulva.

A média etária no momento do diagnóstico é por volta dos 70 anos, aumentando a incidência à medida que os anos de vida passam. De toda forma, vale ressaltar que a doença aparentemente tem aumentado entre as mulheres jovens, e nestes casos a associação com HPV é comum.

Além da idade avançada, são fatores de risco para câncer de vulva:

  • Líquen escleroso – uma doença dermatológica inflamatória, cujo etiologia não é totalmente esclarecida, embora as alterações hormonais venham sendo estudadas como uma das causas.  O líquen escleroso vulvar está geralmente associado a um prurido intenso e a formação de uma pápula de coloração levemente rósea ou branco-marfim, podendo confluir, formando placas. Outros sintomas relacionados podem ser dor ou queimação. O potencial de malignização é em torno de 4%;
  • Infecção por HPV (papilomavírus humano);
  • Câncer de vagina;
  • Câncer do colo do útero;
  • Tabagismo.

Subtipos de câncer de vulva

O câncer de vulva geralmente é um câncer de pele, destacando-se os seguintes subtipos:

  • Carcinoma de células escamosas – representa a maioria dos casos de câncer de vulva. A doença se inicia nas células escamosas (o principal tipo de célula da pele) e tem três subtipos: o queratinizante (tipo mais comum, acomete mulheres mais velhas e não está relacionado ao HPV), o basaloide/verruga (menos comum, frequentemente afeta mulheres mais jovens e com HPV) e o carcinoma verrucoso (raro e de crescimento lento);
  • Melanoma: representa cerca de 6% dos casos de câncer de vulva e se desenvolve a partir das células produtoras do pigmento que dá cor a pele.

Sintomas e sinais de câncer de vulva

Os sintomas comuns aos diversos tipos de câncer de vulva são coceira ou desconforto, vermelhidão ou alteração na cor da pele da vulva, aparecimento de saliências incomuns (caroços) ou feridas planas (vermelhas ou com a cor da pele). Às vezes, essas feridas planas tornam-se escamosas. Em casos mais avançados, pode surgir um sangramento não associado ao período menstrual normal.

No melanoma, a cor da pinta ou mancha pode ser preto-azulada ou marrom e ela pode ser saliente, além de ter formato assimétrico, bordas irregulares, diâmetro maior que 6 mm e potenciais mudanças de tamanho, forma e cor com o passar do tempo.

Diagnóstico de câncer de vulva

O diagnóstico de câncer de vulva é feito por meio de biópsia. Em primeiro lugar, o médico diagnostica o câncer de vulva ao coletar uma amostra da pele anormal com anestesia local e a examinar na biópsia. Se as anomalias da pele não estiverem bem definidas, são aplicados corantes para ajudar a determinar o local de coleta da amostra de tecido. O médico pode, ainda, utilizar um colposcópio (instrumento com lente binocular) para examinar a superfície da vulva. Esta pele pode se provar apenas infeccionada ou irritada após o exame.

Em seguida, o médico determina o estadiamento do câncer de vulva (o estágio em que ele se encontra) com base em seu tamanho, da localização e do fato de ter ou não se disseminado para linfonodos adjacentes. Isso é conhecido durante a cirurgia para remoção do câncer. Os estágios vão de I a IV, da seguinte maneira:

  • Estágio I – câncer limitado à vulva ou ao períneo (área entre o orifício vaginal e o ânus);
  • Estágio II – o câncer disseminou-se aos tecidos adjacentes (parte inferior da uretra e/ou da vagina ou até o ânus), mas não chegou aos linfonodos;
  • Estágio III – o câncer disseminou-se aos linfonodos adjacentes, tendo ou não chegado até os tecidos adjacentes;
  • Estágio IV – o câncer disseminou-se mais – por exemplo, até a bexiga, a parte superior da vagina ou a uretra, o reto, linfonodos mais distantes ou para fora da pelve.

Adicionalmente, podem ser solicitados exames como radiografia do tórax, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Tratamento de câncer de vulva

O tratamento feito em fases iniciais tem melhores resultados estéticos, funcionais e de cura. É realizada a remoção de toda a vulva ou de uma parte dela, em um procedimento chamado vulvectomia. Os linfonodos adjacentes geralmente também são removidos, ou o médico realiza uma dissecção de linfonodo sentinela – a remoção do primeiro linfonodo que seria afetado pelo câncer.

No caso de câncer de vulva mais avançado, a radioterapia entra no protocolo, frequentemente acompanhada de quimioterapia, antes da vulvectomia. Este protocolo pode reduzir o tamanho de tumores muito grandes, facilitando sua remoção posterior.

Prevenção de câncer de vulva

A prevenção do câncer de vulva é possível com atenção aos sinais do corpo e evitando-se seus fatores de risco. Recomenda-se:

  • Passar por uma consulta com médico ginecologista ao notar mudanças na região da vulva. Vale ressaltar: fique atenta, nem todo prurido (coceira) é relacionada a candidíase vulvar;
  • Não fumar;
  • Vacinar-se contra o HPV.