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Tumores Pituitários ou da Hipófase

O que são tumores pituitários ou da hipófise

O aumento excessivo das células da glândula pituitária (ou hipófise) faz com que ela tenha um crescimento irregular, o que configura um tumor pituitário, também chamado de tumor da hipófise.

Esta é considerada a principal glândula do corpo humano. Localizada na base do cérebro, a pituitária tem a função de regular o trabalho de outras glândulas, como a adrenal, a tireoide, os testículos e os ovários. Ela também produz os hormônios prolactina (essencial para a amamentação), ocitocina (importante no trabalho de parto), do crescimento e secreta o hormônio antidiurético, que auxilia no controle da quantidade de água no organismo.

Os tumores pituitários geralmente são adenomas hipofisários não cancerosos. Porém, apesar de não serem cancerosos, podem provocar problemas importantes de saúde por secretar hormônios em excesso ou interromper a produção de hormônios.

Trata-se de uma doença rara, com tumores muitas vezes pequenos e que nunca provocam qualquer sintoma. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas de idade mais avançada.

As causas do desenvolvimento dos tumores pituitários não são conhecidas.

Subtipos de tumores pituitários ou da hipófise

Os adenomas pituitários são classificados com base em dois parâmetros: tamanho e capacidade de produção de hormônios. 

Quanto ao tamanho, os adenomas pituitários podem ser:

  • Microadenomas – tumores com menos de 1 cm de diâmetro, que raramente comprometem ou danificam o local da pituitária onde se encontram ou os tecidos próximos da glândula. Só causam sintomas se liberarem algum hormônio em excesso, mas muitas pessoas com microadenomas nunca os diagnosticam nem sofrem qualquer consequência de saúde por causa deles; e
  • Macroadenomas – tumores com mais de 1 cm de diâmetro, que podem causar sintomas devido à produção excessiva de algum hormônio e/ou por pressionarem o tecido normal da pituitária ou nervos próximos, como o nervo óptico.

Já quanto à capacidade de produção de hormônios, os adenomas pituitários podem ser:

  • Funcionais – são os adenomas pituitários que produzem hormônios em excesso, classificados de acordo com o hormônio que produzem (prolactina – 30% a 40%;  do crescimento – 20%; outros tipos, como corticotrofina, gonadotrofina e tirotrofina). Alguns adenomas funcionais secretam mais de um tipo de hormônio; e
  • Não funcionais – também chamados de adenomas de células nulas, são os adenomas pituitários que não produzem nenhum tipo de hormônio. São responsáveis por cerca de 30% dos tumores da hipófise.

Muito raramente, os tumores pituitários podem ser malignos, e então recebem o nome de carcinomas pituitários. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns em indivíduos de idade mais avançada, e normalmente produzem hormônios.

Sintomas de tumores pituitários ou da hipófise

Os sintomas dos tumores pituitários dependem do tipo de hormônio produzido em excesso ou não produzido devido à doença. Em comum, os diferentes tipos de tumores nessa glândula causam dores de cabeça, fraqueza, dores nas juntas, perda ou ganho de apetite ou de peso sem motivo aparente.

Mas eles podem causar sintomas específicos, como gigantismo antes da puberdade ou acromegalia após a puberdade (quando há produção excessiva de hormônio do crescimento), diabetes insípido (se houver menos liberação de vasopressina em decorrência da compressão do hipotálamo), amenorreia em mulheres e disfunção erétil em homens (produção excessiva de prolactina) e síndrome de Cushing (produção excessiva de ACTH).

Diagnóstico de tumores pituitários ou da hipófise

A suspeita de tumor pituitário surge quando o paciente apresenta dores de cabeça inexplicáveis junto de outros sintomas, mas em muitos casos esses tumores são descobertos por acaso, em exames realizados por causa de outra doença.

Como os adenomas benignos costumam provocar alterações hormonais, exames de sangue e de urina específicos são realizados para avaliar seus níveis. Em seguida, exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são feitos para que seja verificado se o tumor compromete outras estruturas próximas. Na maioria desses casos, a biópsia de uma pequena amostra de tecido da região afetada é o exame que fecha o diagnóstico.

Os carcinomas pituitários são muito parecidos com os adenomas da região, então eles normalmente são diagnosticados quando se disseminam para outros órgãos. Isso costuma acontecer de 5 a 10 anos depois da primeira cirurgia para tratamento do problema. Os locais para onde esses tumores malignos tendem a se espalhar são cérebro, medula espinhal, meninges ou osso em torno da hipófise.

Tratamento de tumores pituitários ou da hipófise

Os tumores pituitários podem ser tratados com medicamentos, cirurgia ou ambos, dependendo do caso e da avaliação do médico especialista.

Em geral, os tumores pituitários que secretam ACTH, hormônio do crescimento ou TSH são removidos cirurgicamente; quando eles são inacessíveis ou multifocais, é necessário fazer radioterapia. Adenomas produtores de prolactina, por sua vez, podem ser tratados com medicamentos, sendo desnecessárias a cirurgia e a radioterapia.

Após o tratamento, deve ser realizado o acompanhamento dos níveis de hormônios da glândula pituitária; se eles não se normalizarem, é necessário entrar com medicação.

Prevenção de tumores pituitários ou da hipófase

Como os tumores pituitários não têm causa conhecida, não é possível preveni-los.