Tipos de Câncer

Trompa de Falópio

O que é o câncer na trompa de Falópio

É um tipo de câncer que se desenvolve nas trompas que conectam os ovários e o útero. É muito raro e representa apenas de 1% a 2% de todos os cânceres ginecológicos. As trompas são mais frequentemente locais de metástases de tumores originados nos ovários ou endométrio do que sítio primário do desenvolvimento de uma neoplasia. Este tipo de câncer geralmente afeta mulheres acima dos 50 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade. É mais comum em mulheres caucasianas que tiveram poucos ou nenhum filho.

O câncer das trompas de Falópio, assim como o de ovário e o câncer peritoneal primário, é formado nas células epiteliais que revestem o órgão. São tratados, por isto, da mesma forma. O câncer às vezes começa no final da trompa de Falópio, perto do ovário, e se espalha para o ovário.

Geralmente é um adenocarcinoma (mais de 95% dos casos) que se desenvolve a partir de células glandulares e se manifesta como uma massa anexial ou com sintomas vagos.

Sintomas e sinais do câncer na trompa de Falópio

Os sintomas do câncer das trompas de Falópio podem ser semelhantes aos de outros problemas ginecológicos, o que dificulta o diagnóstico precoce da doença, com potencial impacto no tratamento. Além disso, algumas mulheres não apresentam qualquer sinal deste tipo de câncer.

Os mais comuns, quando ocorrem, são:

  • Sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa;
  • Dor abdominal ou sensação de pressão no abdômen;
  • Corrimento vaginal anormal que é branco, claro ou rosado; e
  • Massa pélvica, presente em até dois terços das pacientes.

Diagnóstico do câncer na trompa de Falópio

Existem vários testes que podem ser realizados para o diagnóstico da doença, assim como seu estadiamento e escolha da melhor conduta clínica:

  • Teste CA125 – exame de sangue que verifica os níveis de uma proteína do sangue conhecida como CA125, que é um marcador tumoral para doenças ginecológicas, como câncer da trompa de Falópio. Estima-se que 85% das mulheres com doença ginecológica apresentem níveis elevados de CA125. No entanto, é importante notar que níveis aumentados de CA125 podem não significar necessariamente que uma mulher tenha câncer, uma vez que podem ser maiores durante a gravidez, menstruação, na presença de outras doenças ginecológicas não neoplásicas ou cânceres que afetam outras partes do o corpo;
  • Exames de imagem e cirurgia – exames de imagem como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia da região pélvica são exames regularmente utilizados. Em muitos casos, como o câncer das trompas de Falópio nem sempre provoca sintoma, o diagnóstico pode ocorrer durante os exames de imagens solicitados como rotina pelo médico ou para investigar outro problema de saúde.

Um procedimento cirúrgico também pode ter como finalidade a confirmação diagnóstica e o estadiamento da neoplasia, ou seja, ajuda na definição da melhor conduta clínica para tratar aquele câncer.

Tratamento do câncer na trompa de Falópio

O tratamento geralmente envolve cirurgia, seguida de quimioterapia. São avaliados, na decisão terapêutica, fatores como idade da paciente, bem como o tipo e estágio do tumor.

  • Cirurgia – habitualmente é a primeira etapa do tratamento do câncer das trompas de Falópio. O tratamento para esta neoplasia pode consistir na remoção do útero (histerectomia) e na remoção dos ovários e das trompas de Falópio (salpingo-ooforectomia), dos linfonodos adjacentes e dos tecidos circundantes;
  • Quimioterapia – pode ser recomendada em conjunto com a cirurgia. Geralmente, é indicada após o procedimento cirúrgico para que qualquer presença de células de câncer no organismo seja combatida. A quimioterapia é um tratamento sistêmico, atuando em todo o organismo, o que a torna uma terapia muito útil para evitar que células malignas que possam ter se espalhado sobrevivam.

Prevenção do câncer na trompa de Falópio

Como esse tipo de câncer é muito raro, pouco se sabe sobre sua causa e não há uma conduta clara e segura para sua prevenção. Pesquisas caminham na direção de associar um importante papel da genética no desenvolvimento desta neoplasia. Há evidências de que mulheres que herdaram o gene ligado ao câncer de mama e de ovário, denominado BRCA1 ou 2, também apresentam risco aumentado de desenvolver câncer de trompa de Falópio.

Mesmo não sabendo exatamente como o câncer da trompa de Falópio ocorre, alguns fatores aumentam os riscos de desenvolver a doença:

  • Não ter dado à luz;
  • Não ter amamentado;
  • Não ter usado pílulas anticoncepcionais;
  • Ter um parente próximo (mãe, irmã, filha) com câncer de ovário ou de mama;
  • Idade acima de 50 anos.