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Pneumologia

A Pneumologia é uma especialidade médica dedicada ao estudo e investigação do sistema respiratório, principalmente do trato respiratório inferior, que abrange órgãos como laringe, traqueia, brônquios e alvéolos pulmonares. Tem como médico especialista o pneumologista, responsável por diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes com patologias pulmonares e respiratórias como asma, tuberculose, pneumonia, enfisemas ou tumores no pulmão.

O câncer de pulmão é o tipo mais comum no mundo desde 1985 em incidência e mortalidade. A estimativa mais recente (2012) aponta uma incidência de 1,8 milhão de novos casos no mundo em homens e 583 mil em mulheres, correspondendo a cerca de 13% de todos os casos novos de câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, este tipo de câncer é o segundo mais comum em homens e mulheres, sem contar o câncer de pele não melanoma.

Esta incidência vem caindo desde meados da década de 1980 em função, principalmente, das políticas de controle do tabagismo, que, junto com a exposição passiva à fumaça do cigarro, é considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer no pulmão. A exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica, fatores genéticos e histórico familiar de câncer de pulmão também favorecem o surgimento da doença, que incide mais em pessoas com idade de 50 a 70 anos.

Os sintomas dificilmente aparecem quando a doença se encontra em estado inicial e, quando surgem, geralmente é sinal de que o câncer já está avançado. Os mais comuns são tosse persistente, escarro com sangue, dores no peito e, em fumantes, tosses com ritmo habitual alterado e crises em horários incomuns. É fundamental que, ao perceber esses sintomas, o paciente procure rapidamente um pneumologista para identificar a existência ou não da doença o quanto antes.

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

O tratamento envolve, antes de tudo, o correto diagnóstico e a participação de uma equipe multidisciplinar, formada, entre outros, por oncologista, cirurgião torácico e pneumologista. Este profissional vai atuar não só na prevenção e detecção precoce, como também no pré-operatório, para reduzir riscos de complicação no caso de necessidade cirúrgica, bem como nos cuidados dos pós-operatórios, que incluem intervir quando há complicações como asma exacerbada por infecções ou neoplasias.

 

Pneumologia é peça-chave na prevenção

O Inca alerta que apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), quando a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56%. Nesse processo, o médico pneumologista tem um papel fundamental na prevenção e detecção precoce de tumores.

Considerando, ainda, que o hábito de fumar é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento desta doença, esse especialista é o mais indicado para acompanhar quem deseja abandonar o cigarro. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a maioria dos dependentes de nicotina necessita de ajuda médica para largar o hábito de fumar.

Segundo o Inca, o risco de ocorrência de do câncer de pulmão e de morte pela doença aumenta quanto maior for a intensidade de exposição ao tabagismo. A mortalidade por câncer de pulmão é aproximadamente 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, enquanto entre ex-fumantes é cerca de quatro vezes maior.

 

Cuidados paliativos

Já quando o câncer está em estágio mais avançado, a taxa de sobrevida relativa em cinco anos para o câncer de pulmão é de 18%, sendo 15% para homens e 21% para mulheres. Neste cenário, a pneumologia também vai participar de todos os cuidados paliativos, detectando precocemente descompensações respiratória ou promovendo intervenções para evitar e aliviar os sintomas. Essas visam, além de diminuir sintomas causados pela progressão da doença, reduzir idas às emergências hospitalares e hospitalizações, assim como promover suporte no estágio final de vida. A implementação efetiva dos cuidados paliativos em pneumologia exige idealmente a participação de uma equipe multidisciplinar (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) com conhecimento e preparo apropriado.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609