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ZERO HORA: Prevenção o ano inteiro

Nos últimos meses, o cirurgião Ronaldo Oliveira, do Núcleo de Oncologia Cutânea do Grupo Oncoclínicas Porto Alegre, percebeu em seu consultório não somente um aumento de diagnósticos de câncer de pele, mas também uma elevação de casos agravados. Isso porque, com medo de contrair o coronavírus, muitos pacientes já diagnosticados postergaram o procedimento médico que deveria ter sido feito ainda em 2020. E, pelo mesmo motivo, outras pessoas deixaram de realizar exames de prevenção.

– Lido com tumores da face, então havia casos de lesões nasais e de orelha, por exemplo, que antes da pandemia eram pequenas, mas, pela espera dos pacientes para o tratamento, evoluíram para tumores que levaram a uma maior mutilação local – conta o especialista, que também é diretor da DermaOnco – Cirurgia e Oncologia Cutânea.

A redução na procura por atendimentos de dermatologia preventiva citada por Oliveira já havia sido alertada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no ano passado, quando dados mostraram uma queda de 48% entre janeiro e setembro de 2020, na comparação com 2019. Novos números divulgados pela entidade confirmam a preocupação anterior: no primeiro ano de pandemia no Brasil, foram realizados 17.227 diagnósticos a menos de câncer de pele do que em 2019 – 24,7% a menos.

De acordo com a SBD, nos primeiros seis meses de 2021, notou-se uma retomada gradual no volume de atendimentos. Entretanto, os números seguem inferiores aos registrados antes da chegada do coronavírus. Para o cirurgião do Oncoclínicas, a diminuição nos índices da pandemia e a chegada de um verão com menos restrições têm impulsionado o retorno na procura por especialistas da área, o que também impacta na detecção de novos casos.

Estima-se que 185 mil casos foram diagnosticados em 2020

Além de chamar a atenção para o problema decorrente da pandemia, os dados divulgados pela SBD marcaram o início da campanha Dezembro Laranja, organizada pela entidade desde 1999 com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da doença e estimular hábitos de prevenção. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. A estimativa é de que, somente no ano passado, 185.380 novos casos da doença tenham sido diagnosticados, sendo 176.930 carcinomas e 8.450 melanomas.

Com a mensagem central “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”, a campanha deste ano tem como foco principal a prevenção ao câncer de pele, mas, segundo o dermatologista Fabiano Siviero Pacheco, coordenador do Dezembro Laranja na SBD-RS, medidas de proteção contra o coronavírus, como uso de máscara e distanciamento, também serão destacadas.

 

RADIAÇÃO SOLAR NÃO EXISTE SÓ NA PRAIA

Raro em crianças e em negros, o câncer de pele é mais comum em pessoas acima dos 40 anos, de pele clara e sensíveis à ação dos raios solares – que tiveram, por exemplo, muitas queimaduras ao longo da infância e adolescência. Histórico pessoal ou familiar desses tumores, doenças cutâneas prévias e uma quantidade muito grande de pintas pelo corpo também estão entre os fatores de risco.

O dermatologista Fabiano Siviero Pacheco explica que os indivíduos que têm os fototipos mais baixos de pele (saiba mais abaixo), com menos resistência aos raios solares, são os que apresentam maior chance proporcional de desenvolver câncer de pele no decorrer da vida, em decorrência da exposição ao principal fator determinante: o sol.

– Sol é radiação, uma radiação que não vemos, mas existe no dia a dia das pessoas, não só quando estamos na beira da praia ou da piscina. É o sol que acumulamos a vida inteira, no deslocamento diário para a escola, para o trabalho, na caminhada de lazer. Tudo isso vai se somando, é algo progressivo. Por isso, é muito mais frequente à medida que a idade avança – destaca.

Apesar da frequência maior em pessoas mais velhas, o Inca alerta que a constante exposição de jovens aos raios solares tem diminuído a média de idade dos pacientes diagnosticados com a doença. O cirurgião Ronaldo Oliveira diz que, desde 2012, estudos vem mostrando um aumento de casos entre pessoas na faixa dos 30 anos, o que classifica como um resultado da exposição precoce de crianças e adolescentes ao sol.

 

REGIÃO SUL TEM ÍNDICES ALTOS

Considerando o alto índice de câncer de pele entre brasileiros, o dermatologista Fabiano Siviero Pacheco afirma que a região sul do Brasil concentra uma grande parcela dos casos de forma proporcional. Isso ocorre, principalmente, por causa do tipo de pele mais claro que predomina entre os residentes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, uma herança da colonização europeia:

– Geralmente, a pele mais clara é mais sensível quando comparada à pele dos residentes do nordeste e do norte do país, porque a deles é mais escura e mais resistente à exposição aos raios solares. Nós temos também a exposição sazonal, devido às estações bem divididas, então a pessoa tem menos tempo para se expor ao sol e acaba se queimando mais.

Ronaldo Oliveira acrescenta que é um hábito do gaúcho ir para o Litoral nas férias e que, no Sul, a camada de ozônio é um pouco mais tênue e, por isso, os raios ultravioletas são muito intensos durante o verão.

CUIDE-SE

Os especialistas são taxativos: há sol o ano inteiro e uma pele exposta aos raios solares precisa de proteção. Portanto, os cuidados não podem ser tomados somente durante o verão.

Protetor solar

Aplique produtos com fator de proteção solar (FPS) 30 ou superior diariamente. O produto escolhido deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e UVB (indicado pelo FPS). A recomendação é passá-lo 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele absorva. Lembre-se de distribuí-lo uniformemente em todas as partes de corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés.

A reaplicação é sempre necessária e muito importante, salienta o dermatologista Fabiano Siviero Pacheco: “O protetor solar não vai durar o dia inteiro. Se a pessoa colocou às 7h30min para ir ao trabalho e ao meio-dia vai almoçar e se expõe ao sol, ela já está sem uma proteção adequada. Então, a cada duas horas ou quando a pessoa fizer uma atividade física e transpirar bastante ou quando for mergulhar no mar ou na piscina, precisa fazer a reaplicação”.

Proteções físicas

Há barreiras físicas que podem ser adicionadas para aumentar a proteção. Entre as opções, estão as roupas que protegem dos raios solares. O indicado é dar preferência a camisetas de manga comprida e bermudas maiores, para que se tenha menos áreas expostas.

Óculos escuros, chapéus, bonés, guarda-sóis e até mesmo sombras naturais também são aliados importantes para o momento de exposição ao sol. Entretanto, Fabiano Siviero Pacheco destaca que ficar na sombra de biquíni, por exemplo, sem protetor solar, não é o suficiente: “Na beira da praia, a pessoa tem uma superfície reflexiva, que é a areia. Então, o raio do sol bate na areia e acaba voltando em direção à pessoa que está embaixo do seu guarda-sol”.

Além disso, mesmo que o sol esteja entre nuvens ou não apareça, não significa que a radiação não está chegando à superfície. Mormaço também queima, alerta o dermatologista.

Evite o período das 10h às 16h

A radiação ultravioleta B tem um pico de concentração entre 10h e 16h. Por isso, os especialistas recomendam que se evite exposição ao sol neste período ou se tome um cuidado ainda maior.

O cirurgião Ronaldo Oliveira admite que, durante as férias na praia, por exemplo, é muito difícil evitar a beira neste horário. Então, é necessário adotar outras medidas para se proteger da radiação solar, como o uso de protetor, guarda-sol, óculos e chapéu. O cirurgião orienta: “Se for entrar no mar, tente não ficar muito tempo e, ao voltar para a areia, reaplique o protetor solar. Se costuma queimar mais os ombros, coloque uma camiseta para se proteger mais ou invista em um protetor com fator mais alto”.

Autoexame e check-up

Pessoas que não apresentam fatores de risco devem realizar check-up dermatológico a partir dos 30 anos, anualmente, a fim de verificar a presença de manchas, pintas e demais sinais que podem indicar câncer de pele. Caso contrário, a procura por um especialista precisa ocorrer um pouco antes.

Também é possível realizar o autoexame, utilizando o sistema ABCDE, que indica os sinais de perigo que precisam ser analisados em pintas, manchas e sinais que surgirem no corpo. Ronaldo Oliveira destaca que o paciente não tem obrigação de diagnosticar a doença, mas sim de desconfiar de lesões, pois é dono da própria saúde: “Feridas que não cicatrizam e pintas que surgiram devem ser um alerta para procurar um médico”.

TIPOS DE TUMOR

Carcinomas: também chamados de não melanomas, representam cerca de 90% dos casos. Em geral, tendem a ser menos letais do que os melanomas, com baixo índice de metástase e grande chance de cura se descobertos precocemente.

Melanomas: mais raro, é o câncer de pele que vem de pintas, manchas e sinais, podendo ser detectado em qualquer parte do corpo. É o tipo mais grave, devido ao grande potencial de provocar metástase, e que causa mais mortes.

GRUPO ONCOCLíNICAS. SUA ViDA, NOSSA VIDA.

Responsáveis técnicos:
Dra. Juliana Scheffer | CRM-RS 35606
Dr. Pedro Emanuel Rubini Liedke | CRM-RS 26016
Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609