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GAÚCHA ZH: Um novo olhar sobre o câncer de mama

O entendimento de que o câncer não é uma doença única, mas sim várias, com suas especificidades, vem revolucionando o seu tratamento. Uma importante mudança que possibilita, cada vez mais, o direcionamento da terapêutica, tentando minimizar os seus tão temidos efeitos colaterais. No mês de outubro, em que tanto se discute o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, isto já pode ser considerado um alento.

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer no sexo feminino. É também a causa mais frequente de morte por câncer nessa população, com 684.996 óbitos estimados para esse ano (15,5% dos óbitos por câncer em mulheres).

No Brasil, o câncer de mama é também o mais incidente em mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma. As taxas são mais elevadas nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) e a menor incidência é na região Norte. Em 2021, estima-se que ocorrerão 66.280 casos novos da doença, o que equivale a 43,74 casos por 100.000 mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. Além disso, a incidência do câncer de mama tende a crescer progressivamente a partir dos 40 anos, assim como a mortalidade por essa neoplasia.

Estudos internacionais demonstram a diminuição do uso de quimioterapia pelos pacientes, bem como a queda da indicação deste tratamento pelos oncologistas. Isto acontece basicamente pela compreensão dos mecanismos específicos de cada tipo de tumor, da sua assinatura molecular, por assim dizer. E o mais impressionante é que, além de aumentar a sobrevida das pacientes, estes novos tratamentos apresentam efeitos colaterais muito mais tranquilos de serem enfrentados, uma vez que atingem diretamente as células tumorais e menos as células saudáveis do corpo.

Especificamente no câncer de mama, testes moleculares vêm ganhando cada vez mais espaço. Através destes exames, que nada mais são do que uma análise genética do tumor operado, é possível estratificar as pacientes em grupos de risco e definir, com segurança, se elas terão benefício em realizar quimioterapia ou não.

Infelizmente, a maioria destes exames ainda está restrita à uma pequena parcela da população. Que o Outubro Rosa também proponha uma reflexão de como poderemos levar estes avanços para todas as mulheres que enfrentam a doença.

Confira publicação original.

GRUPO ONCOCLíNICAS. SUA ViDA, NOSSA VIDA.

Responsáveis técnicos:
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Dr. Pedro Emanuel Rubini Liedke | CRM-RS 26016
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