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Resultados do estudo ECOG 2108 apresentados na plenária da ASCO ficam aquém das expectativas

Resultados do estudo ECOG 2108 apresentados na plenária da ASCO ficam aquém das expectativas

Já faz alguns anos que trabalhos retrospectivos vêm indicando que a cirurgia do tumor primário em pacientes com carcinoma de mama metastático de novo ofereceria benefício na sobrevida global (SG) quando comparado com pacientes sem tratamento local. “Quando bem analisados, todos esses estudos apresentam algum grau de viés de seleção, problema inerente a estudos retrospectivos”, relata Felipe Zerwes, mastologista da Onclínica de Porto Alegre, clínica do Grupo Oncoclínicas. Geralmente as pacientes submetidas à cirurgia eram mais jovens, com maior percentual de receptores hormonais positivos, recebiam mais tratamento sistêmico e tinham menos lesões sistêmicas – e a maioria dessas lesões não era visceral. Por isso que a abertura dos dados do estudo ECOG 2108 foi tão aguardada na ASCO 2020, considerando-se esses trabalhos anteriores sobre o mesmo tema com desfechos tão divergentes. 

O oncologista clínico Mário Alberto Costa, que integra a equipe do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro, explica que o tratamento local precoce (TLP) não melhorou a SG das pacientes com câncer de mama metastático e tumor primário intacto: “Embora tenha havido mais risco de progressão da doença local sem TLP (2,5 vezes maior), o seu uso para o sítio primário não proporcionou melhor qualidade de vida”.

 

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609