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Uso de microbioma em pacientes com câncer renal para estimular resposta à imunoterapia

Outras pesquisas científicas publicadas recentemente pela Science e pela Cancer Discovery já haviam sugerido que a ausência de algumas bactérias do microbioma intestinal possivelmente seria a resposta para a falta de resultados a determinados tratamentos de câncer. Esses micro-organismos “do bem” seriam os responsáveis por ensinar as células imunes formas de combater as células cancerosas. De acordo com o estudos científico apresentado neste segundo dia de ASCO, não seria o sistema imunológico a precisar de estímulos para reagir ao problema eficientemente, mas sim o intestino. E essa pode ser a chave para compreender a baixa taxa de respostas aos chamados imunoterápicos, medicações criadas para ajudar o sistema imunológico do paciente a voltar a reconhecer o “inimigo” e atacar as células tumorais, em casos de câncer de rim classificados como Carcinoma renal de células claras (conhecidos como RCC). “Essas bactérias do microbioma intestinal seriam as professoras, responsáveis por ensinar as células imunes como combater as células cancerosas para que então a imunoterapia possa desempenhar devidamente o seu papel contra o câncer. O que os pesquisadores descobriram é que os pacientes que não se beneficiaram dos tratamentos eram aqueles que não possuíam certas bactérias intestinais do bem, muitos deles por conta do uso de antibióticos”. Dos tipo de tumores renais, o RCC (Renal Cell Carcinoma) é o mais comum, ocorrendo em 70% a 90% dos casos. Ele tem origem no tubo responsável por filtrar as purezas do sangue.

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