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Imunoterapia: Entenda o que faz da medicação uma das principais armas no combate ao câncer

Na última década, a imunoterapia passou de um tratamento teórico promissor para um padrão de cuidados que está contribuindo para respostas positivas de pacientes oncológicos. A abordagem terapêutica tem trazido ótimos resultados, principalmente para cânceres de pulmão, bexiga, melanoma, estômago e rim. Estudos atestam ainda a eficácia no tratamento de Linfoma de Hodgkin e de um subtipo do câncer de mama, chamado triplo negativo. 

De forma simplificada, o nosso sistema imunológico é programado para combater quaisquer sinais que representem ameaças à saúde. Porém, para manter um equilíbrio que assegure plenamente o nosso bem estar, o mecanismo de defesa do corpo também tem freios que impedem uma ação exagerada nesta resposta – caso contrário, ele pode desencadear as chamadas doenças auto-imunes, como lúpus, esclerose múltipla e artrite reumatoide. 

Quando, contudo, ocorre uma falha nesse processo de combate ao inimigo, a medicação imunoterápica pode ser adotada para inibir a ação desses freios e provocar a resposta necessária para combater as células malignas.

“As nossas células de defesa comportam-se como drogas extremamente específicas contra as células malignas. A concepção da imunoterapia é permitir com que o próprio organismo realize um tratamento altamente personalizado que havia sido iniciado, porém interrompido por mecanismos inibidores presentes nas células malignas. Com os imunoterápicos, pretende-se despertar um sistema imunológico que foi adormecido pelo tumor. Ao fazer isso, o sistema imunológico volta a reconhecer o tumor como um agente externo, e realizará uma resposta extremamente específica, e, consequentemente, de elevada eficácia”, explica Alexandre Jácome, oncologista do Grupo Oncoclínicas. 

Quando a imunoterapia é a melhor opção?

Apesar dos avanços promissores, o especialista explica que ainda é cedo para afirmar que a imunoterapia seria a chave para a cura do câncer ou que seja aplicável a todos os casos. De toda forma, os passos já trilhados são observados com otimismo e lançam boas perspectivas para tratamentos de cânceres metastáticos e que não respondem às medicações convencionalmente indicadas, tais como quimioterápicos e drogas alvo-moleculares. 

O que tem se observado é que nos casos em que o médico pode optar pela imunoterapia, a resposta dos pacientes tem sido satisfatória. “Os efeitos colaterais tendem a ser de menor frequência e intensidade quando comparados à quimioterapia. E uma das principais vantagens da adoção dos imunoterápicos é produzir respostas terapêuticas bastante duradouras, que associados a um perfil favorável de efeitos colaterais, permite ao paciente melhor qualidade de vida durante seu tratamento”, conclui o Dr. Alexandre.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609