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Estudos inéditos apresentados no ASCO 2019 trazem duas novas opções de tratamento para câncer de próstata

O tratamento do câncer de próstata foi um dos principais destaques da edição 2019 do Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínicas (ASCO), maior e mais relevante evento mundial da especialidade. Um dos principais estudos trazidos para a sessão Plenária, a mais aguardada pelos especialistas no evento, foi o ENZAMET randomizado fase III.

A pesquisa mostrou a efetividade de uma nova opção de bloqueador hormonal chamado enzalutamida, já disponível no Brasil, no aumento da sobrevida de pacientes diagnosticados com tumores metastáticos sensíveis a tratamento de bloqueio de testosterona. “No geral, houve uma redução de 33% no risco de morte em homens que receberam a medicação em comparação aos que tomaram outro antiandrógeno não esteróide. É um dado animador, que lança luz sobre uma nova e efetiva opção de tratamento para homens com este tipo de câncer”, explica o Dr. Paulo Lages, oncologista do Grupo Oncoclínicas em Brasília.

O Dr. André Fay, oncologista do Grupo Oncoclínicas em Porto Alegre, reforça essa percepção. “Essa análise mostra que o tratamento com uso de terapia que bloqueia as vias hormonais, quando utilizadas em um cenário mais precoce, podem fazer com que os pacientes com tumores avançados tenham benefícios ainda maiores”, frisa.

Bloqueador hormonal

Entre as apresentações orais, os especialistas destacam também o estudo TITAN, que utilizou um bloqueador hormonal de última geração chamado apalutamida associado ao bloqueio de testosterona para pacientes com câncer de próstata metastático. “O estudo mostrou que a incorporação dessa droga, que também já está disponível no Brasil para outro perfil de pacientes, gerou um ganho de sobrevida e também retardou a progressão de doença, gerando impactos efetivos na melhora da qualidade de vida dessas pessoas”, diz o Dr. Paulo.

Os médicos ressaltam que o uso de drogas já conhecidas é animador e reforça a percepção de que nem sempre os avanços em termos de benefícios aos pacientes dependem exclusivamente do desenvolvimento de drogas inéditas.

Confira nos vídeos abaixo os destaques indicados pelos oncologistas do Grupo Oncoclínicas:

ASCO 2019 | Dr. Paulo Lages

ASCO 2019 | Dr. André Fay

 

 

Entenda o Câncer de Próstata

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais comum entre homens – ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma –, devendo chegar a 68 mil novos casos diagnosticados em 2019. No começo, pelo fato dos sintomas serem silenciosos, o câncer de próstata é de difícil diagnóstico, já que a maioria dos pacientes apresentam indícios apenas nas fases mais avançadas da doença.

Casos familiares de pai ou irmão com câncer de próstata, antes do 60 anos de idade, podem aumentar o risco em 3 a 10 vezes em relação à população em geral.

Quando aparentes, os primeiros sintomas que são detectados no câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula como dificuldade para urinar seguida de dor ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Em fases mais avançadas da doença, é possível a presença de sangue no sêmen e impotência sexual, além de sintomas decorrentes da disseminação para outros órgãos, tal como dor óssea nos casos de metástases ósseas.

Por ser difícil de ser diagnosticado, é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam o exame clínico (toque retal) e o PSA anualmente para rastrear o aparecimento da doença. Quando estas alterações aparecem e há uma suspeita da doença no organismo do homem, é indicada uma biópsia através de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico.

Como a doença é tratada

O tratamento depende do estágio e da agressividade em que a doença se encontra. Eles devem ser projetados individualmente para cada paciente de acordo com o seu quadro clínico pessoal. No caso em que a doença se encontra no estágio inicial e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa.

Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não a bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de resposta positiva.

Quando os pacientes apresentam metástases, diversos tratamentos podem ser realizados, como o bloqueio hormonal, a quimioterapia, novos medicamentos que controlam os hormônios por via oral e também uma nova classe de remédios que são conhecidas como radio isótopos, partículas que se ligam no osso e emitem doses pequenas de radioterapia nestes locais.

 

Para saber mais novidades do ASCO 2019, acompanhe a cobertura completa pelo nosso site e nas redes sociais do Grupo Oncoclínicas. De maneira simples e descomplicada, os nosso médicos levam até você tudo que de principal está sendo debatido no maior encontro de oncologia do mundo.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG: 26609