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Câncer de Mama: Tempo de Tratamento da Doença é tema de debate na ASCO 2018

Novas práticas para o tratamento do Câncer de Mama estiveram na pauta de discussões do primeiro dia da 54ª edição do Encontro Anual da ASCO, em Chicago, nos Estados Unidos. No Brasil, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), este é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no País, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano.

 

De acordo com o Dr. Jean Pereira, oncologista-clínico e diretor do Centro Paraibano de Oncologia, uma das unidades do Grupo Oncoclínicas no Nordeste, a primeira seção educacional debateu os prós e os contras do tratamento estendido do Câncer de Mama. “O painel levou em consideração os resultados de tratamento dos últimos 12 meses. E, pelo que foi apresentado, temos discussões  importantes a serem feitas. Decidir se o tratamento hormonal deve ser por 5 ou 10 anos, por exemplo, é uma questão relevante”, diz.

 

Segundo o médico, o painel da ASCO mostrou que em mulheres que apresentam tumores com maior agressividade o tratamento por 10 anos pode ser o mais indicado. “Temos dados bastante robustos de que a conduta terapêutica por esse período de tempo é superior especialmente em pacientes de alto risco, ou seja, pessoas com mais linfonodos na axila comprometidos”, comenta o Dr. Jean.

 

Já no quadro em que a doença apresenta menor risco, com menos volume e menos agressividade, o debate, ainda sem conclusão, levanta a questão de que o tratamento pode ser por  5 ou 10 anos. “Nesse caso, a discussão será feita entre o médico e a paciente”, reforça o oncologista.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG: 26609