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ASCO 2019 traz avanços para o tratamento de tumores de bexiga, próstata e rim

O 55° Encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) trouxe em sua programação importantes avanços no combate a tumores geniturinários, com foco em bexiga, próstata e rim.

 

Entre os destaques,  um estudo fase II indicou que nova droga chamada enfortumab vedotin conseguiu 12% de resposta completa (desaparecimento do tumor), além de 32% de resposta parcial em casos de pacientes com câncer de bexiga que não haviam obtido respostas positivas para platina e imunoterapia.

 

“Esse é um grande avanço para o tratamento do câncer de bexiga, que até pouco tempo não possuía alternativas além da quimioterapia. Atualmente passamos a contar com a imunoterapia como aliada nessa jornada e com estes novos dados vemos o uso dessas drogas alvo, que atingem diretamente a célula doente, despontando como mais um opção para médicos e pacientes”, diz Andrey Soares, do Grupo Oncoclínicas em São Paulo.

 

Próstata e Rim

Entre os temas relacionado à prostata, a adoção de uma medicação chamada enzalutamida esteve entre os tópicos que chamaram a atenção dos médicos presentes. “Com o acréscimo dessa nova droga, pacientes com câncer de próstata metastático em estágio mais inicial do tratamento tem um ganho importante de sobrevida”, comenta a Dra. Mariane Fontes, do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro.

 

Para o Dr. Andrey, houve também dados bastante relevantes e animadores para casos de pacientes com mutações genéticas que levam ao surgimento do tumor de próstata. “No caso de pacientes com alterações moleculares nos genes BRCA1 e BRCA2, o estudo TOPARPb mostrou a efetividade no controle da doença”.

 

Os especialistas frisam ainda que para tumores em estágio mais avançado, as conclusões dos estudos sinalizaram que vale a máxima de que menos é mais, adotando o uso de medicações com parcimônia e prezando a qualidade de vida dessas pessoas. O mesmo vale para a realização de pedidos de exames de imagem: nem sempre é necessária uma batelada de análises deste tipo, o ideal é realizar a tomada de decisão de acordo com as especificidades do caso do paciente.

 

Já em casos de câncer de rim, a adoção de imunoterápicos, que já tem aprovação para uso no Brasil, permaneceu no centro das discussões. Os estudos debatidos reforçaram a eficácia desse tipo de medicação, que estimula o sistema imunológico para voltar a reconhecer e combater a celular tumorais. “A gente vê essa taxa positiva de respostas tanto naqueles que têm risco mais baixo até aqueles de risco mais aumentado”, pontua a Dra. Mariane.

 

Confira no vídeo um bate-papo com os oncologistas clínicos Dr. Diogo Rodrigues Rosa, Dra. Mariane Fontes e Dr. Andrey Soares, do Grupo Oncoclínicas, sobre os estudos mais impactantes apresentados no cenário dos tumores geniturinários:

 

 

 

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