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Os ovários são os órgãos responsáveis pela produção de óvulos e hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona. Eles se localizam em cada lado do útero, na pelve feminina.

Os carcinomas epiteliais, de origem nas células da superfície do órgão, são os mais comuns. Existem ainda os tumores malignos de células germinativas, que dão origem aos espermatozoides e aos ovócitos, conhecidos popularmente como óvulos.

Sintomas

Os sintomas do câncer de ovário são, normalmente, inespecíficos. Entre os sinais possíveis estão:

  • Inchaço abdominal prolongado provocado por massa tumoral e/ou acúmulo de líquido
  • Perda de apetite
  • Indigestão
  • Dor abdominal
  • Empachamento, sensação de plenitude gástrica
  • Sensação de pressão pélvica, com sintomas urinários ou intestinais constantes ou mesmo dores lombares
  • Derrame pleural unilateral ou bilateral
  • Sangramento vaginal
  • Trombose de veias e membros inferiores

Fatores de risco

  • Ter mais de 50 anos
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, especialmente se envolvem mutações nos genes BRCA-1 e BRCA-2
  • Ter tido câncer de mama, útero ou colorretal
  • Ausência de gravidez
  • Ter o primeiro filho depois dos 30 anos
  • Ingestão do hormônio estrogênio – sem progesterona – por 10 anos ou mais
  • Obesidade
  • Cistos no ovário maiores que 10 cm e com áreas sólidas e líquidas

Detecção

O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser detectado. A avaliação inicial é feita por meio do exame de ultrassom do abdômen e pelve ou o exame transvaginal e a tomografia computadorizada de abdômen e pelve. A medição do CA125, marcador tumoral sanguíneo elevado em 80% das mulheres com câncer, também é importante na detecção da doença.

De acordo com os resultados, o médico pode pedir uma biópsia do tecido ovariano para o diagnóstico definitivo. O exame da região do tórax, por meio de radiografia simples ou tomografia, pode ajudar na avaliação da extensão da doença.

Tratamento

Há diversas modalidades de tratamento para o câncer de ovário. O médico avalia cada caso levando em consideração o tipo, o tamanho e localização do tumor, além do estado geral do paciente.

A cirurgia visa minimizar a quantidade de tumor presente na cavidade abdominal. Em estágios iniciais, especialmente em mulher jovens, há a possibilidade de remover somente o ovário afetado.

Em estágios avançados da doença, o ideal é optar pelo procedimento cirúrgico mais agressivo, com a retirada total do útero, trompas, ovários, além de todos os tumores visíveis, como linfonodos suspeitos. Esse procedimento garante à paciente maior tempo e qualidade de vida. A cirurgia também é necessária para tratamento de complicações associadas à localização do tumor, como aderências, obstrução intestinal e fístulas.

O câncer de ovário é um tumor bastante sensível à quimioterapia, forma de tratamento comumente indicada após a intervenção cirúrgica ou quando ocorre recidiva da doença.

O acompanhamento das pacientes deve ser feito por exame clínico periódico, dosagem do marcador tumoral CA125 e exames de imagem.

Prevenção e hábitos saudáveis

  • Não fumar
  • Ter uma dieta balanceada
  • Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Praticar atividades físicas regulares
  • Fazer exames preventivos periódicos, caso tenha histórico familiar da doença

Prognóstico

O câncer de ovário é um tipo pouco frequente. Por ser o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, apresenta a menor taxa de cura. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado (graus 3 e 4) no momento do diagnóstico.

Os tumores originários do ovário podem crescer durante anos sem que a mulher sinta qualquer sintoma grave. Não é raro que eles alcancem de 10 a 12 cm de diâmetro.

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Responsável técnica: Dra. Gildete Sales Lessa | CRM-BA: 3319