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Dia Mundial de Cuidados Paliativos: Olhar personalizado é essencial para promoção da qualidade de vida de quem tem câncer

Ainda pouco difundido, conceito voltado ao acompanhamento global do paciente, garantindo a ele o protagonismo de sua história, não pode ser confundido com abandono dos tratamentos; Especialistas explicam.

O tratamento contra o câncer tem como foco principal a cura e recuperação do paciente, mas para além desse objetivo é preciso compreender o estado físico e emocional de cada indivíduo em tratamento. E é neste cenário que o chamado cuidado paliativo vem conquistando espaço, especialmente como conduta essencial quando tratamos do câncer.

A atual definição desta forma de cuidado data de 2002, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que a descreve como “uma abordagem que promove a qualidade de vida para pacientes e familiares diante de uma doença que ameaça a continuidade da vida. Isso através da prevenção e alívio do sofrimento”.

“O objetivo maior do tratamento oncológico é oferecer a cura e melhora do paciente, porém o câncer acaba impactando a vida do paciente de diversas maneiras. Os Cuidados Paliativos são fundamentais para ajudar a pessoa e sua família a lidarem com essa mudança e devem ser oferecidos junto com o tratamento oncológico, especialmente para pessoas que a possibilidade de cura não seja possível. O objetivo dos Cuidados Paliativos é oferecer melhor controle de sintomas, qualidade de vida, conforto e dignidade”, explica o Dr. André Filipe Junqueira dos Santos, geriatra e paliativista do Inorp Oncoclínicas

“É um trabalho que exige uma união entre a equipe oncológica e a equipe de Cuidados Paliativos. E é impossível ser feito apenas pelo médico. É uma abordagem multidisciplinar, visando o bem estar do paciente e seus entes queridos”, contabiliza o Dr. André. Dessa forma, a equipe de Cuidados Continuados apoia o médico oncologista e hematologista na tomada de decisões importantes.

Novo no Brasil, o cuidado paliativo ainda não possui regulamentação jurídica específica e nem suporte financeiro adequado. Independente disso, por se tratar de uma área de atuação médica, já conta com cursos de capacitação, mas o conceito precisa ser melhor entendido tanto por profissionais de saúde quanto pelo público em geral.

Para difundir de forma ainda mais ampla o conhecimento sobre o tema, o Grupo Oncoclínicas conta, em todas suas unidades pelo país, com um programa desenvolvido voltado para a aplicação dessa prática. A médica paliativista, Lívia Interaminense, da Multihemo, explica que se engana quem imagina que os cuidados paliativos são apenas voltados aos portadores de doenças mais agressivas. Pacientes que foram curados também estão no foco do cuidado paliativo, pois eles são, de muitas formas, diferentes da população que nunca foi afetada pelo câncer.

“Em algum momento esse paciente passou por alteração de imunidade, provavelmente causada por algum tipo de tratamento oncológico. E essas alterações facilitam o aparecimento de outras neoplasias em outros órgãos”, contextualiza.

Um dos casos comuns é o de mulheres que venceram o câncer de mama. Alguns tipos desse tumor têm mais associação à neoplasia de ovários, intestino e tireoide. E essas pacientes, apesar de curadas, merecem uma abordagem proativa de pesquisa e implementação de prevenção secundária para outras doenças.

“Para essas pacientes, assim como aqueles que por conta do câncer têm problemas que deveriam ocorrer em cinco ou dez anos, mas foram antecipados, a equipe de cuidados continuados vai estabelecer metas de prevenção a essas doenças”, destaca a especialista.

A exemplo disso, dentro do Programa de Cuidados Continuados nas unidades, o atendimento é feito sempre em conjunto com todos os profissionais: médico, psicólogo, nutricionista e outros profissionais. Esse é o grande diferencial: ter uma equipe inteira à disposição do paciente e da família num lugar só e ao mesmo tempo. É uma forma de acolhimento maior. “O Programa de Cuidados Continuados é uma abordagem que amplia ainda mais a nossa capacidade de praticar um atendimento de uma maneira personalizada, entendendo as necessidades de cada pessoa de forma individualizada”, diz Lívia.

Independentemente da situação, o importante é entender que as condutas propostas têm um objetivo central único: promover o bem estar do paciente. “Uma frase que sempre falamos em cuidado paliativo é: ‘não é que não existe mais nada que fazer, o que muda é a maneira de se fazer’. Ao invés de considerar a cura como único tratamento possível, consideramos que existem outras opções para ajudar o indivíduo com câncer ao longo do seu tratamento”, finaliza o Dr. André Junqueira.

GRUPO ONCOCLíNICAS. SUA ViDA, NOSSA VIDA.

Responsáveis técnicos:
Dr. Bruno Pacheco Pereira | CRM-PE: 15205
Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG: 26609