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Fibrose Pulmonar Após Uso de Oxaliplatina no Tratamento Adjuvante do Câncer de Cólon – Relato de caso

Oxaliplatina tem sido utilizada no tratamento do câncer de cólon metastático nas mais variadas combinações.

XV Congresso Brasileiro de Oncologia Clinica. Belo Horizonte- MG, 2007.

Introdução:

Oxaliplatina tem sido utilizada no tratamento do câncer de cólon metastático nas mais variadas combinações. Recentemente, foi demonstrado o beneficio destas combinações no tratamento adjuvante do câncer de cólon operado, com características de mau prognóstico: os estádio IIIb e, selecionados casos estádios II. A oxaliplatina quando combinada às fluopirimidinas (com ou sem acido folínico) produz melhores taxas de respostas do que quando utilizada de forma isolada. Oxaliplatina é um composto do grupo das platinas que inibe a síntese de DNA mediante a formação de ligações cruzadas de forma inter- e intra-cadeias. Estas ligações cruzadas inibem a replicação e transcrição do DNA provocando sua ação citotóxica. Oxaliplatina não apresenta especificidade por nenhuma fase do ciclo celular. As toxicidades mais comuns são: neuropatia periférica, diarréia, estomatite, fadiga, anemia, neutropenia, trombocitopenia, elevações das transaminases e da fosfatase alcalina. Pouca ou nenhuma menção é feita à toxicidade pulmonar. O uso da oxaliplatina está associado à fibrose pulmonar intersticial (FPI) em menos de 1% dos pacientes e pode ser fatal (ref.). Seu quadro clínico inclui sintomas característicos de inicio insidioso, como dispnéia aos pequenos esforços, tosse, perda de apetite, perda de peso, cansaço, debilidade e dores no peito. Tosse e dispnéia que podem acometer aproximadamente 7,4% dos casos, não guardando relação com a gravidade da fibrose pulmonar (ref.). Estudo randomizado de pacientes tratados com uso de acido folínico + fluorouracil isolado versus oxaliplatina + acido folínico + fluorouracil, confirmou a relação entre fibrose pulmonar e o uso de oxaliplatina (colocar a estatística escrita anteriormente e ref.). Fibrose pulmonar é o tipo mais comum de pneumonia intersticial, caracterizada histologicamente por inflamação e fibrose do tecido intersticial parenquimatoso. Na maioria dos pacientes é idiopática. Estima-se que a fibrose pulmonar pode passar despercebida em 50% dos pacientes acometidos por esta patologia. Acomete mais pacientes entre 50 e 70 anos e tem mau prognóstico. A maioria das pessoas afetadas tem agravamento do seu quadro em um período variável de tempo (meses a anos) (ref.). Ao considerar o diagnóstico de FPI, deve ser lembrado que o aspecto histológico pode ser também atribuído a outras etiologias específicas, como drogas, exemplo a bleomicina e doenças do tecido conjuntivo, como a doença reumatóide. Histologicamente (vide figura) apresenta-se sob forma de reação inflamatória predominantemente linfócitária, com variável número de plasmócitos e eosinófilos; não são observados granulomas. Também ocorre um leve grau de espessamento intersticial alveolar com preservação da arquitetura do parênquima. À gravidade da FPI está associada ao grau de envolvimento e substituição dos alvéolos por tecido fibroso. A retração deste tecido resulta em dilatação dos bronquíolos residuais e dos canais alveolares, induzindo à formação de espaços císticos, tipo “ favo de mel”. O mesmo processo poderá ocorrer nas adjacências dos bronquíolos membranosos e dos brônquios, resultando respectivamente em bronquioloectasia e bronquiectasia. A doença tende a ser mais proeminente no parênquima subpleural do que no central e em geral é mais severa na região basal dos lobos inferiores. O padrão da fibrose reticular da FP é inicialmente fino; à medida que a fibrose evolui , torna-se mais grosseiro e se acompanha de progressiva perda de volume pulmonar.
Relato do caso:

Paciente do sexo masculino, 76 anos, branco, com diagnóstico de neoplasia de colón (histologia: adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado) estádio IIIb, operado.Entre maio de 2003 e x de 2003, recebeu 6 (seis) ciclos de XELOX. Por sintomas de dispnéia aos pequenos esforços paciente foi submetido a R-X de tórax que mostrou velamento intersticial bilateral de natureza a esclarecer. Realizada toracotomia a direita e biopsia pulmonar em agosto de 2006 que mostrou ser o quadro clinico devido à FPI. Em março de 2007, última visita, paciente apresenta neoplasia de colón sob controle. Refere prática de exercícios físicos regularmente, com limitações aos esforços físicos de média intensidade.
Discussão:

Poucos casos de FPI têm sido associados ao uso de Oxaliplatina. Quando utilizadas em monoterapia, tanto L-OHP quanto 5-FU, não apresentam relatos de toxicidade pulmonar, por isso a dificuldade de se definir a contribuição individual na determinação do dano pulmonar. Jeanfaivre et al descreveu um caso de Fibrose pulmonar aguda em paciente tratado com 5-FU e Cisplatina. Fielding and coworkers reportou dois casos de FPI com uso de 5-FU e Mitomicina. Passeto,L.M. relatou um caso de dispnéia aguda após 30dias do término do tratamento com FOLFOX4. Apesar dos poucos relatos da literatura, recomenda-se monitorização pulmonar rigorosa (avaliação clínica e radiográfica), de qualquer distúrbio respiratório que possa ocorrer durante ou após o término do tratamento com Oxaliplatina, isolada ou em combinação com outros agentes antineoplásicos

Autores: Paula Andrade Figueiredo, Regina C. Madureira, Flávia Alves de Toledo, Vera Lúcia Lorenzon, Carla G. Serra, Aurélio Julião de Castro Monteiro.

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