A

É o tipo mais comum câncer. Origina-se nas glândulas presentes nos tecidos de revestimento do organismo. Alguns exemplos de localização dos adenocarcinomas são o trato gastrintestinal, a região da cabeça e pescoço, o trato respiratório, a próstata e a mama.

Linfadenopatia é o crescimento de um ou mais linfonodos. É um sintoma presente em muitas doenças. Os gânglios superficiais costumam ser percebidos somente quando apalpados. No entanto, podem se tornar mais evidentes quando aumentam de tamanho. As adenomegalias podem ser causadas por doenças infecciosas e por alguns tipos de câncer. Dentre os tumores que mais frequentemente podem apresentar adenomegalias estão as leucemias, os linfomas e o câncer de cabeça e pescoço.  

Situação em que um tratamento é realizado imediatamente após o outro, com o objetivo de diminuir o risco de recidiva do câncer. Em geral, o tratamento adjuvante é utilizado para apresentações relativamente mais precoces do câncer.

É uma substância produzida no desenvolvimento do embrião e do feto. Sua concentração no sangue decresce rapidamente após o nascimento. Em oncologia, pode servir de marcador da presença e da atividade de alguns tipos de tumor em adultos e crianças. A AFP é usualmente dosada no sangue, mas pode também ser medida no líquor.

É a perda total ou parcial de cabelos ou pêlos. É um dos possíveis efeitos colaterais da quimioterapia. Em geral, a alopecia causada pela quimioterapia é transitória, ocorrendo novo crescimento do cabelo e dos pêlos em período variável de tempo após o término do tratamento. Entre os quimioterápicos que causam alopecia mais frequentemente e com mais intensidade estão:

  • Doxorrubicina;
  • Paclitaxel;
  • Docetaxel;
  • Citarabina (em doses altas);
  • Metotrexato (em doses altas);
  • Ciclofosfamida (em doses altas);
  • Ifosfamida (em doses altas).

Contudo, a maioria dos quimioterápicos pode causar algum grau de afilamento e de perda dos cabelos.

Consiste em uma entrevista realizada por um profissional da área da saúde com um paciente. O intuito da anamnese é o de obter informações a respeito do paciente, de sua história médica pregressa e de sua doença, na tentativa de chegar a um diagnóstico, que poderá ser concretizado com o auxílio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Processo no qual as células perdem suas características de especialização, assumindo características semelhantes às das células embrionárias. Muitas células tumorais podem apresentar essa perda de diferenciação, organização e função específica das células normais.

O exame anatomopatológico é realizado em fragmentos de tecido obtidos através de biópsia ou de cirurgia. Nesse exame, um médico patologista analisa as alterações teciduais e celulares encontradas no material colhido, geralmente com o uso de um microscópio. O principal objetivo do exame é alcançar um diagnóstico definitivo sobre a natureza de uma lesão. Em oncologia, o exame permite ainda a obtenção de outras informações importantes, como o tipo do tumor e de seu grau de malignidade.

Consiste em uma diminuição do número de glóbulos vermelhos circulantes ou na redução da concentração de hemoglobina nessas células. Com isso, pode haver uma diminuição da capacidade do sangue em conduzir o oxigênio aos tecidos, podendo resultar em cansaço e palidez.
A anemia é um efeito colateral comum da quimioterapia. Em alguns casos, a redução da dose de quimioterapia pode ser suficiente para a reversão da anemia. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento. Atualmente, existem medicamentos que podem prevenir e tratar a anemia, estimulando a produção de glóbulos vermelhos. Esses medicamentos são conhecidos como fatores de crescimento hematopoiéticos. Outra forma de se tratar anemia é a realização de transfusão de sangue ou a transfusão apenas de concentrado de hemácias.
Além disso, o envolvimento da medula óssea por neoplasias hematológicas também pode causar anemia. Contudo, a anemia pode ter inúmeras outras causas, incluindo diversas doenças não malignas.

Refere-se à formação de novos vasos sanguíneos, estimulada pelo crescimento do tumor. A angiogênese permite que o tumor continue obtendo nutrição sanguínea ao longo de seu desenvolvimento. Assim, alguns novos medicamentos, pertencentes às classes das drogas de alvo molecular, têm sua ação dirigida à inibição da angiogênese, como forma de bloquear o crescimento tumoral ou de obter a redução de uma lesão.

Os anticorpos são proteínas normalmente encontradas em nosso organismo e que têm como função a defesa do organismo contra elementos estranhos. Também são chamados de imunoglobulinas.
Contudo, os anticorpos também podem ser sintetizados em laboratório, nesses casos, tendo como alvo outras proteínas envolvidas no desenvolvimento e na progressão de certos tipos de tumores. Nesses casos, os anticorpos têm sido enquadrados na classe de drogas de alvo molecular. Para saber mais sobre as drogas de alvo molecular, consulte a seção Perguntas Frequentes – Drogas de Alvo Molecular.
Os anticorpos podem ainda ser utilizados na identificação de estruturas celulares, através de exames de imuno-histoquímica.

É uma substância produzida no desenvolvimento do feto. Em geral, sua concentração no sangue decresce após o nascimento. Em oncologia, o CEA pode ser utilizado como marcador da presença e da atividade de certos tipos de tumores em adultos e em crianças. Entre os tumores que podem apresentar elevação dos níveis de CEA estão aqueles do trato gastrintestinal, da mama, do pulmão, do pâncreas, do ovário e do sistema nervoso central. Contudo, o CEA também pode estar presente em algumas afecções benignas. Além disso, os fumantes podem apresentar níveis de CEA acima do normal. O CEA é mais frequentemente medido no sangue, mas pode também ser dosado no líquor.

É uma auto-destruição de determinadas células do organismo, programada geneticamente. Na apoptose, as células se fragmentam em pequenas partículas que são degradadas por outras células. Além disso, a apoptose pode ocorrer quando são detectadas falhas irreparáveis no material genético. Assim, a apoptose é também um mecanismo de proteção contra o câncer. Algumas células tumorais podem perder a capacidade de entrar em apoptose, tornando-se células imortais.

Os astrocitomas são tumores que podem se desenvolver no cérebro, cerebelo ou medula espinhal. São caracterizados pela proliferação de astrócitos, células responsáveis por diversas funções, entre as quais a formação do arcabouço estrutural do sistema nervoso central, o fornecimento de nutrientes para os neurônios, e a reparação e substituição de células eventualmente lesadas do sistema nervoso central.
Os astrocitomas podem ser divididos em quatro graus de malignidade, conforme as características histológicas do tumor:

  • Graus I e II: astrocitomas de baixo grau de malignidade;
  • Graus III e IV: astrocitomas de alto grau de malignidade.

O astrocitoma de grau IV é também chamado de glioblastoma multiforme.
No caso dos astrocitomas de baixo grau, a remoção completa do tumor frequentemente resulta em altas taxas de cura. Contudo, a cirurgia completa pode não ser possível em alguns casos, devido à localização e ao tamanho da lesão. Nesses casos, a observação ou a radioterapia podem ser empregadas, embora ambas as opções estejam associadas a taxas variáveis de transformação para tumor de alto grau de malignidade.
No caso dos tumores de alto grau de malignidade, o tratamento geralmente envolve a cirurgia e administração pós-operatória de radioterapia e quimioterapia.
Para saber mais sobre os tumores do sistema nervoso central, consulte a seção “Tumores do SNC”.

B

São células de defesa do organismo. Dão origem aos neutrófilos e possuem as mesmas atividades imunológicas destes. Na presença de certas doenças e na vigência de infecções, pode ocorrer aumento do número dessas formas jovens de neutrófilos na corrente sanguínea.

Uma pequena molécula que existe na superfície das células. Pode apresentar-se em níveis mais elevados na presença do mieloma múltiplo e de certos tipos de linfomas, além de algumas doenças não tumorais. Usualmente, é medida em amostras de sangue e urina.

Sigla para a subunidade beta de um hormônio denominado gonadotrofina coriônica humana (HCG – Human Chorionic Gonadotropin). Esse hormônio é normalmente produzido durante a gravidez. Por esse motivo, o diagnóstico de gravidez pode ser realizado pela detecção de sua elevação no sangue. Em oncologia, é usada como marcador tumoral para auxiliar no diagnóstico de certos tipos de tumores de testículo, do ovário ou do sistema nervoso central. Usualmente, é medida a partir de amostras de sangue, mas pode ser medida no líquor ou na urina.

Substância de coloração amarelada, derivada da degradação das hemácias. A bilirrubina circula no sangue na forma livre (bilirrubina indireta) ou conjugada com certas proteínas (bilirrubina direta). Pode se apresentar aumentada em certas doenças que afetam o fígado. Usualmente, os níveis de bilirrubina direta, indireta e total são medidos a partir de amostras de sangue.

Remoção de fragmentos de tecido para fins de diagnóstico. Existem muitos procedimentos para a realização da biópsia e eles podem variar conforme a localização da doença. Em geral, a biópsia pode ser feita através da inserção de um tipo especial de agulha pela pele. Em alguns casos, essa inserção pode ser guiada por exames de imagem como a ultrassonografia, a mamografia e a tomografia, entre outros. Geralmente, a realização de biópsia não requer internação e é feita com anestesia local.

Medicamentos usados para estimular a deposição de cálcio nos ossos. Esses medicamentos podem ser utilizados em alguns pacientes portadores de lesões ósseas causadas por certos tipos de tumores, como câncer de mama, de próstata e o mieloma múltiplo. Além disso, os bisfosfonatos diminuem a quantidade de cálcio no sangue, prevenindo ou tratando a hipercalcemia.

Uma das formas de tratamento por radioterapia, a braquiterapia é a modalidade em que a fonte de radiação está localizada próximo ou mesmo dentro do corpo do paciente. Na braquiterapia, usam-se fontes que emitem radioatividade de baixa energia capaz de percorrer curtas distâncias e de penetrar apenas alguns milímetros ou centímetros nos tecidos do organismo. Em outras palavras, a radioatividade é concentrada nos tecidos de interesse (por exemplo, o tumor). Para saber mais sobre a braquiterapia, consulte a seção “Braquiterapia”.

C

Substância medida no sangue que pode ser utilizada como marcador da presença e da atividade de certos tipos de tumores em adultos e em crianças. Entre os tumores que podem apresentar elevação dos níveis de CA 15-3 estão os cânceres de mama, ovário, pâncreas e pulmão, entre outros. Usualmente, é medido em amostras de sangue.

Substância medida no sangue que pode ser utilizada como marcador da presença e da atividade de certos tipos de tumores em adultos e em crianças. Entre os tumores que podem apresentar elevação dos níveis de CA 19-9 estão os cânceres de cólon e reto e de pâncreas. Usualmente, é medido em amostras de sangue.

Qualquer agente químico, físico ou biológico que possa causar câncer.

  • Exemplos de agentes carcinogênicos químicos: substâncias presentes no tabaco, certos solventes químicos etc.
  • Exemplos de agentes carcinogênicos físicos: radiação ultravioleta, radioatividade etc.
  • Exemplo de agentes carcinogêncios biológicos: papilomavírus, vírus Epstein-Barr etc.

Tipo de câncer que ocorre nos tecidos que revestem o organismo. Os exemplos de carcinomas mais comuns são o adenocarcinoma e o carcinoma epidermóide. Entretanto, existem outros tipos de carcinoma, como os carcinomas de pequenas células de pulmão e os carcinomas de células transicionais das vias urinárias.

É um carcinoma cujas células se dividem muito rapidamente. A maior parte dos casos desse tipo de câncer ocorre nos pulmões, estando fortemente associado ao tabagismo. Uma pequena porcentagem pode ocorrer também no trato gastrintestinal, ou no trato geniturinário, acometendo a bexiga ou a próstata.

Carcinomas epidermóides ou de células escamosas são cânceres que se desenvolvem em locais em que existe certo tipo de tecido de revestimento do organismo. Entre os locais mais comuns de apresentação desse tipo de câncer estão: pele, região da cabeça e pescoço, pulmões, esôfago, canal anal e colo do útero. Esse tipo de câncer também pode ser chamado de carcinoma espino-celular, ou ainda através da sigla para este último termo (CEC).

Conjunto total dos cromossomos existentes em uma célula não reprodutora de qualquer espécie de ser vivo. O cariótipo humano é constituído por 46 cromossomos.

Estrutura do sistema nervoso central que se localiza na parte de trás da cabeça, logo abaixo do cérebro. O cerebelo é responsável pelo equilíbrio, pela coordenação de movimentos voluntários, pela manutenção do tônus muscular e pelo aprendizado de habilidades motoras.

Principal órgão do sistema nervoso central, localizado na parte superior da cabeça. É composto por dois hemisférios (direito e esquerdo) e possui inúmeras reentrâncias, lembrando o aspecto de uma noz. É responsável por coordenar as atividades sensoriais (audição, olfato, paladar, tato e visão), emocionais, intelectuais e motoras.

A expressão “ciclo de tratamento” é frequentemente utilizada em referência à quimioterapia ou às drogas de alvo molecular.
Em geral, o primeiro dia de um ciclo de tratamento é designado como D1, o segundo dia como D2, e assim sucessivamente.
Os medicamentos têm dias certos para serem administrados, seguindo padrões estabelecidos na literatura médica. Por exemplo, um determinado medicamento pode ser aplicado no D1 e no D8, enquanto outro pode ser administrado do D1 ao D5.
Além disso, após a administração de um ou mais medicamentos, cada um em seus respectivos dias, pode haver um período de descanso, para que o paciente se recupere dos eventuais efeitos colaterais do tratamento.
Findo o período de descanso, os medicamentos são novamente administrados em seus respectivos dias.
Assim, o período de tempo compreendido entre o D1 e o último dia de descanso é designado como “ciclo de tratamento”.
Os ciclos de tratamento têm duração pré-estabelecida. Em geral, essa duração é de uma a seis semanas, sendo mais frequentemente de três ou quatro semanas.
Os ciclos de tratamento podem ser repetidos inúmeras vezes ou até indefinidamente, em alguns casos. O número de ciclos de tratamento é determinado pelo médico, com base na literatura científica. O número de ciclos de tratamento não se relaciona necessariamente com a gravidade do caso. Em geral, são aplicados de quatro a seis ciclos de tratamento.

A cintilografia é um método de diagnóstico, baseado na injeção de uma substância fracamente radioativa, cujas emissões serão captadas, lidas e transformadas em imagens por um aparelho específico para esse fim. Em oncologia, a cintilografia é frequentemente utilizada para averiguar a presença de alterações nos ossos. Deve-se ressaltar que o exame é muito sensível, isto é, qualquer afecção presente ou passada nos ossos pode ser detectada. Contudo, o exame é pouco específico, ou seja, ele nem sempre diferencia a causa dessas alterações. Assim, em alguns casos, os achados da cintilografia podem necessitar de avaliação complementar por outros exames de imagem.

Tipo de cirurgia em que ocorre a retirada do tumor, sem a retirada completa do órgão em que o tumor se encontra. É indicada sempre que possível.

Ciência que se ocupa do estudo dos cromossomos e do processo de divisão celular. No caso de algumas neoplasias hematológicas como, por exemplo, leucemias e linfomas, algumas alterações citogenéticas podem ser identificadas. Assim, exames citogenéticos podem auxiliar no diagnóstico, na definição do tratamento e no acompanhamento da doença.

Substância que provém do metabolismo muscular, sendo filtrada nos rins a uma taxa que costuma ser constante em pessoas sadias. Em alguns casos, tanto a doença de base como os medicamentos podem alterar essa taxa. Como a creatinina pode ser facilmente medida no sangue e na urina, a dosagem dessa substância é um bom indicador do estado de funcionamento dos rins. Deve-se ressaltar que alterações dos níveis de creatinina no sangue e na urina, bem como alterações de sua taxa de filtração, podem ser encontradas em diversas situações, muitas das quais sem nenhuma relação com o câncer.

São estruturas organizadas, formadas por ácido desoxirrubonucléico (DNA) e proteínas, que podem ser encontradas aos pares no núcleo das células, momentos antes da divisão celular.
Os cromossomos contêm os genes, que carregam as informações genéticas de um ser vivo. O número de cromossomos varia conforme a espécie do ser vivo. Nos seres humanos, cada célula contém 23 pares de cromossomos, incluindo os dois cromossomos responsáveis pelas características sexuais (XX na mulher e XY no homem).

Cuidados dispensados na fase terminal do câncer. Constituem uma ampla variedade de procedimentos, como por exemplo:

  • Tratamento da dor física causada pela doença com medicamentos;
  • Terapia para amenizar a dor psicológica e o sofrimento do paciente;
  • Atenção às dimensões espiritual, religiosa e existencial do paciente.

A cura é a restauração da saúde, isto é, o desaparecimento de todos os sinais e sintomas da doença anteriormente apresentada pelo paciente.

D

A desidrogenase lática (DHL) é uma proteína que pode ser encontrada em todo o organismo e cujos níveis podem ser dosados no sangue. Muitas doenças benignas, assim como inúmeros tipos de câncer, podem provocar níveis sanguíneos elevados de DHL. Por isso, os níveis dessa substância não são habitualmente utilizados de forma isolada para o diagnóstico de câncer.
O melanoma e o câncer colorretal são exemplos de neoplasias malignas que causam aumento dos níveis de DHL. A DHL também pode aumentar em situações em que as células tumorais são destruídas de forma muito rápida durante o tratamento do câncer, situação chamada de síndrome de lise tumoral.
Os níveis de DHL vêm sendo mais comumente usados como fator prognóstico para certos tumores, como, por exemplo, os linfomas. Além disso, a dosagem de DHL pode ser útil no monitoramento do tratamento de alguns tipos de câncer, visando à avaliação da resposta ao tratamento.

Processo que substitui a função dos rins, sendo realizada artificialmente a remoção de algumas substâncias de nosso organismo. Pode ser realizada através do sangue (hemodiálise) ou através da membrana que envolve a cavidade abdominal (peritônio; chamada diálise peritoneal).

Processo pelo qual as células se tornam especializadas para realizar uma determinada função. No exame anatomopatológico, as células tumorais predominantes podem ser classificadas de acordo com seu grau de diferenciação:

  • Indiferenciadas ou pouco diferenciadas: células que perderam suas características de especialização e pouco se parecem com as células normais do organismo.
  • Moderadamente diferenciadas: células que mantém algum grau de especialização e que têm alguma similaridade com as células normais do organismo.
  • Bem diferenciadas: células que preservam muitas características de especialização e que têm boa semelhança com as células normais do organismo

Consiste na dificuldade de engolir. A disfagia pode ser causada por doenças neurológicas, inflamatórias e por tumores da cavidade oral, faringe, laringe e esôfago. Os pacientes com disfagia precisam ser tratados para evitar a possibilidade de desidratação e desnutrição. Há ocasiões em que podem ocorrer infecções pulmonares associadas, resultantes de engasgos e aspirações de alimento.

Termo utilizado para indicar a presença de alterações nas características das células, que podem sofrer modificações de forma, tamanho, organização e função.

A doença estável é caracterizada pela ausência de alteração significativa do tamanho das lesões pré-existentes e também pelo não surgimento de novas lesões tumorais. Em alguns casos, pode ser considerado um bom sinal.

Compreendem os medicamentos que visam lesar as células tumorais. Embora esse termo seja frequentemente usado para designar a quimioterapia, as drogas de alvo molecular também podem ser consideradas citotóxicas.

Em certos tipos de câncer, estudos recentes têm permitido a melhor elucidação de alguns mecanismos envolvidos no desenvolvimento e progressão da doença. Esses mecanismos geralmente compreendem a função alterada de algumas proteínas encontradas na superfície ou no interior das células tumorais. Assim, essas proteínas passaram a ser alvos para o desenvolvimento de medicamentos para o combate do câncer. Então, esses novos medicamentos vêm sendo chamados de drogas de alvo molecular. Entre as drogas de alvos molecular utilizadas no tratamento do câncer, estão os inibidores de tirosina-quinase e os anticorpos monoclonais.
As drogas de alvo molecular têm sido usadas no tratamento do câncer de forma isolada ou em combinação com a quimioterapia. Para saber mais sobre as drogas de alvo molecular, consulte a seção Perguntas Frequentes – Drogas de Alvo Molecular.

E

Consiste em um bloqueio de um vaso sanguíneo, causado por um aglomerado de células sanguíneas, por bactérias, por um corpo estranho, ou ainda por um aglomerado de células tumorais. Eventualmente, esse bloqueio pode ser transportado pelo próprio sangue para outra parte do organismo. No caso da embolia ser causada por aglomerado de células sanguíneas, o termo tromboembolia é comumente utilizado.

Emese, ou vômito, é a expulsão do conteúdo do estômago através da boca. O vômito é um sintoma muito desagradável. Pode ocorrer em doenças do aparelho gastrintestinal, em doenças do labirinto e em doenças neurológicas. Em pacientes com câncer, os vômitos podem ser um sintoma da doença ou um efeito colateral dos tratamentos.

A esofagite consiste em um processo inflamatório da mucosa que reveste o esôfago. Os sintomas mais frequentes podem incluir dor e dificuldade para engolir. Sua causa mais comum é o refluxo gastroesofágico, isto é, situação em que uma quantidade variável de suco gástrico reflui para o esôfago.
A esofagite por refluxo geralmente causa sensação de queimação. Isso ocorre porque o suco gástrico é muito ácido e o revestimento do esôfago, contrariamente ao do estômago, não está preparado para tolerar essa acidez. No longo prazo, a esofagite causada por refluxo gastroesofágico pode causar displasia das células do esôfago.
Outra causa comum de esofagite é a radioterapia, quando esse tratamento é aplicado em certas áreas do tórax. Nesses casos, diz-se que se trata de uma esofagite actínica.
A esofagite actínica pode ser amenizada através de alimentação adequada e medicamentos de suporte. Além disso, pode-se instituir tratamento preventivo para infecções por fungos. Em alguns casos, a interrupção temporária do tratamento pode ser necessária. Em geral, a esofagite desaparece algumas semanas após o término da radioterapia.

Conjunto de exames para avaliar a extensão do tumor. Os exames podem ser usados para determinar o tamanho do tumor e sua eventual extensão para estruturas vizinhas, além de diagnosticar o possível envolvimento de linfondos e órgãos distantes. O estadiamento do câncer é importante para definir a melhor estratégia de tratamento para combatê-lo.

Outra nomenclatura dada aos efeitos colaterais do tratamento.

F

Sigla para “Fluorescence In Situ Hybridization”, exame que permite a identificação de certos genes. O método se baseia na utilização de substâncias fluorescentes que se ligam aos genes de interesse. O exame não está indicado em todos os tipos de tumores. Em determinados casos de câncer de mama, pode-se usar o método para avaliar a expressão do HER-2.

Substância produzida em vários órgãos, incluindo ossos, fígado e intestinos, sendo encontrada normalmente no sangue de pessoas sadias. Níveis sanguíneos alterados de fosfatase alcalina podem ser encontrados em diversas doenças.

G

Pequenos órgãos que fazem parte do sistema linfático. Atuam na defesa do organismo e produzem anticorpos. Quando aumentados, são popularmente chamados de “ínguas”. Entre os leigos, as localizações mais conhecidas dos linfonodos são o pescoço, axilas e virilhas. Contudo, existem também linfonodos em diversas outras localidades, como acima das clavículas, no mediastino, no abdômen e na pelve.

São porções do ácido desoxiribonucléico (DNA), que podem agir controlando a estrutura e as funções celulares, assim como o funcionamento de outros genes. Ao conjunto de genes de um organismo vivo dá-se o nome de genoma, ou material genético. A localização de um gene dentro do cromossomo que o abriga é denominada lócus.
Quimicamente, cada gene é constituído por uma sequencia de nucleotídeos, que por sua vez consistem de uma base nitrogenada, um açúcar e um grupo fosfato.
A expressão de um gene envolve a formação de um ácido ribonucléico (RNA), a partir da porção de DNA correspondente a esse gene, através de um processo chamado de transcrição.
Esse RNA, formado a partir da expressão de um gene, será responsável pela produção de uma proteína específica, através de um processo conhecido com translação.
Por sua vez, essa proteína específica poderá exercer diversas funções, entre as quais:

  • Composição de uma das diversas estruturas da célula;
  • Participação em reações químicas responsáveis pelo funcionamento da célula;
  • Atuação reguladora do funcionamento da própria célula e/ou de outras células;
  • Atuação reguladora da expressão de genes.

Assim, em última análise, os genes controlam todos os processos e características celulares. Por esse motivo, as alterações da estrutura dos genes, conhecidas como mutações, podem levar à formação de proteínas defeituosas, com possíveis consequências da estrutura e do funcionamento normal das células.

Relativo aos genes.

O glioblastoma multiforme (GBM) é o tumor cerebral mais comum, responsável por cerca de metade dos tumores do sistema nervoso central. O GBM é um subtipo de astrocitoma, com alta agressividade e letalidade, caracterizado por intensa anaplasia e presença de necrose. Em geral o tratamento do GBM envolve a cirurgia, seguida de radioterapia e quimioterapia. Para saber mais sobre o tratamento de tumores do sistema nervoso central, consulte a seção “Tumores do SNC”.

Os glóbulos brancos constituem um conjunto de células produzidas na medula óssea e que fazem parte do sistema imunológico do organismo. Também chamadas de leucócitos, os glóbulos brancos podem ser encontrados no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos. Diversas células fazem parte desse conjunto denominado glóbulos brancos, entre as quais:

  • Neutrófilos;
  • Linfócitos;
  • Eosinófilos;
  • Basófilos;
  • Macrófagos;
  • Monócitos.

Em geral, a quantidade de glóbulos brancos pode ser verificada através do hemograma. O monitoramento dessa quantidade é importante durante o tratamento do câncer, já que a quimioterapia, a radioterapia e as drogas de alvo molecular podem reduzir a quantidade dessas células no sangue, causando a leucopenia. Além disso, existem neoplasias hematológicas, como as leucemias, que podem causar leucopenia.

Veja hemácias.

Os granulócitos são células de defesa do organismo, caracterizadas pela presença de grânulos em seu interior. São produzidos na medula óssea, encontrados na corrente sanguínea e compreendem os neutrófilos, eosinófilos e basófilos. Os grânulos presentes nessas células contêm substâncias tóxicas, capazes de degradar micro-organismos estranhos ao organismo.
O número de granulócitos no sangue pode ser avaliado através do hemograma. O monitoramento dessa quantidade é importante durante o tratamento do câncer, já que a quimioterapia, a radioterapia e as drogas de alvo molecular podem reduzir a quantidade dessas células no sangue.
Além disso, existem neoplasias hematológicas, como as leucemias, que podem causar aumento significativo de granulócitos na corrente sanguínea, situação conhecida como granulocitose.
Outras células de defesa do organismo não apresentam grânulos em seu interior, sendo chamadas de agranulócitos. Abrangem os linfócitos e os monócitos.

Quantidade anormalmente elevada de granulócitos no sangue ou nos tecidos. Pode ser causada por doenças autoimunes, neoplasias hematológicas (como a leucemia) e infecções. A granulocitose pode ser detectada através do hemograma.

H

As hemácias, ou glóbulos vermelhos, ou ainda eritrócitos são células presentes no sangue, constituídas basicamente por hemoglobina e globulina, cuja função é levar oxigênio às células.
A quantidade de hemácias no sangue pode ser verificada através do hemograma. O monitoramento dessa quantidade é importante durante o tratamento do câncer, já que a quimioterapia, a radioterapia e as drogas de alvo molecular podem reduzir a quantidade dessas células no sangue, resultando em anemia. Além disso, o envolvimento da medula óssea por neoplasias hematológicas também pode causar anemia.
As hemácias são produzidas na medula óssea e são degradadas no fígado, no baço e na própria medula óssea. Entre os produtos da degradação das hemácias está a bilirrubina.

Exame de sangue, realizado para avaliar a quantidade de células sanguíneas de um indivíduo. Entre as células sanguíneas cujas contagens podem ser avaliadas pelo hemograma, as principais são:

  • Hemácias;
  • Neutrófilos;
  • Linfócitos;
  • Plaquetas;
  • Bastonetes.

Em oncologia, o hemograma pode ser utilizado com o intuito de diagnosticar ou monitorar a evolução das neoplasias hematológicas, ou ainda para monitorar possíveis efeitos colaterais do tratamento como:

  • Anemia;
  • Neutropenia;
  • Plaquetopenia.

HER-2 é uma proteína que atua como receptor de fatores de crescimento celular e que está localizada na membrana celular. Dessa forma, o HER-2 é considerado um receptor de membrana.
O receptor HER-2 pode ter sua expressão aumentada em aproximadamente 25% dos casos de câncer de mama. Nesses casos, um dos estímulos para a proliferação excessiva das células tumorais decorre da ligação dos fatores de crescimento com os receptores HER-2, presentes em número aumentado nessas células.
Atualmente, existem medicamentos capazes de bloquear a ação estimuladora do crescimento celular do receptor HER-2. Entre esses medicamentos, estão o trastuzumabe e o lapatinibe. Assim, é imprescindível que mulheres com câncer de mama realizem o exame para verificar a existência de expressão aumentada do receptor HER-2, permitindo a identificação das candidatas a tratamento com esses medicamentos.
O exame para o diagnóstico da expressão aumentada de receptores HER-2 é realizado através da análise microscópica de um fragmento do tumor, empregando-se a técnica de imuno-histoquímica ou de FISH.
Para saber mais sobre o tratamento do câncer de mama, consulte a seção “Câncer de Mama”.

Nível elevado de cálcio no sangue. Pode ser causada por diversas doenças e também em consequência do uso de certos medicamentos.
Em oncologia, a hipercalcemia pode ser resultado da destruição óssea causada pela infiltração de células neoplásicas nesse tecido. Como o osso é um tecido rico em cálcio, sua destruição leva à liberação de grandes quantidades de cálcio no sangue. Entre os tumores que mais frequentemente causam hipercalcemia por destruição óssea estão o mieloma múltiplo e os casos de câncer de mama ou de próstata com metástases ósseas.
A hipercalcemia também pode aparecer em portadores de câncer de pulmão ou de rim, em virtude da secreção tumoral de substâncias que regulam os níveis de cálcio no sangue.
O tratamento da hipercalcemia pode envolver a hidratação por via intra-venosa e a administração de diuréticos. Além disso, nos casos secundários a envolvimento tumoral ósseo, a hipercalcemia pode ser tratada através do uso de bisfosfonatos, substâncias capazes de inibir a destruição óssea.

Pigmentação excessiva da pele, devida ao aumento da produção de melanina. Esse aumento de pigmentação pode ser causado por diversos fatores e doenças, entre os quais exposição à radiação ultravioleta e algumas afecções das glândulas adrenais.
Em oncologia, a hiperpigmentação pode surgir como um efeito colateral da quimioterapia. Entre os principais quimioterápicos causadores de hiperpigmentação estão:

  • Melfalano;
  • Ciclofosfamida;
  • Fluorouracil;
  • Doxorrubicina;
  • Bleomicina;
  • Dactinomicina.

Nesses casos, a hiperpigmentação pode aparecer em cerca de duas a três semanas após início do tratamento e geralmente desaparece entre 10 e 12 semanas após o término da quimioterapia.
A hiperpigmentação pode também ser resultado da radioterapia. Entre os pacientes mais afetados por esse efeito colateral estão aqueles submetidos a tratamento das seguintes regiões:
Sistema nervoso central;

  • Cabeça e pescoço;
  • Mama;
  • Região perineal.

A hiperpigmentação causada pela radioterapia usualmente aparece próximo ao término do tratamento e pode demorar alguns meses para desaparecer por completo.

A hiperplasia corresponde a um aumento do número de células em um órgão ou tecido, podendo resultar na formação de uma neoplasia benigna ou ainda no aumento do tamanho desse órgão. Em outros casos, a hiperplasia pode ser vista apenas no microscópio.
Um exemplo de hiperplasia normal (ou fisiológica) é o aumento das células mamárias secretoras de leite em resposta à gestação. Um exemplo de hiperplasia causando aumento do tamanho do órgão é a hiperplasia prostática benigna, que ocorre em cerca de 50% dos homens com idade em torno de 50 anos. Um outro exemplo de hiperplasia é aquela que acomete o endométrio, que é o tecido de revestimento interno do útero. A hiperplasia do endométrio pode ser causada, por exemplo, pela administração de hormonioterapia com tamoxifeno, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio.

Utilização de medicamentos que diminuem o nível de hormônios sexuais (testosterona ou estrógenos), ou que bloqueiam sua ação nas células tumorais, com o objetivo de tratar os tumores malignos que são dependentes da presença desses hormônios. Em geral, é utilizada para o tratamento de certos tumores de mama e de próstata. Para saber mais sobre a hormonioterapia, consulte a seção de Perguntas Frequentes – Hormonioterapia.

I

Método diagnóstico que consiste em utilizar um anticorpo contra uma determinada estrutura de interesse no tecido a ser estudado.
No método direto, o anticorpo é marcado com uma substância fluorescente (imunofluorescência) ou ainda com uma substância capaz de provocar uma reação química com produção de cor (imunoperoxidase). A presença e a intensidade da fluorescência ou da coloração irão indicar a quantidade da estrutura de interesse.
No método indireto, utiliza-se um segundo anticorpo, contra o primeiro, sendo esse segundo anticorpo marcado com substância fluorescente ou corante.

A imunoterapia é o tratamento do câncer através da ativação do sistema imunológico. Nesse tipo de tratamento, o objetivo é fazer com que as células do sistema imune identifiquem as células tumorais, reconhecendo-as como elementos estranhos e destruindo-as.
A imunoterapia vem sendo utilizada no tratamento do melanoma, através da administração de interferon e/ou de interleucina-2, medicamentos capazes de estimular o sistema imunológico, além de exibirem efeito antitumoral direto.
Em casos de câncer de bexiga inicial, a instilação intra-vesical de bactéria viva atenuada tem se mostrado benéfica na redução do risco de recidiva de lesões removidas por cirurgia endoscópica, provavelmente graças à ativação da resposta imunológica do pacientes.
Outros tumores que podem ser tratados com imunoterapia incluem o câncer de rim e alguns casos de câncer de pele.

Na pós-menopausa, os ovários deixam de produzir os estrógenos (hormônios sexuais femininos), cuja principal fonte passa a ser a conversão de outros hormônios em estrógenos, através de um processo chamado de aromatização. Esse processo, que ocorre nos músculos, fígado, tecido gorduroso e glândulas adrenais, depende de uma enzima chamada aromatase.
Nos casos de câncer de mama em que há expressão de receptores hormonais, o crescimento tumoral pode ser estimulado pelos estrógenos. Assim, uma forma de tratar a doença é bloquear a produção do estrógeno. Em pacientes na pós-menopausa, a forma mais eficaz de reduzir a produção de estrógenos é a inibição da enzima aromatase.
Assim, os inibidores da aromatase são medicamentos utilizados na hormonioterapia para o câncer de mama com expressão de receptores hormonais, em mulheres no período pós-menopausa.

Algumas células produzem determinadas substâncias capazes de estimular o crescimento da própria célula e de outras células. Essas substâncias são chamadas de fatores de crescimento. Os fatores de crescimento exercem seus efeitos através de sua ligação com receptores localizados na superfície das células, chamados de receptores de membrana. Cada fator de crescimento se liga a seu receptor específico, graças à complementaridade estrutural entre as duas moléculas, como em um sistema de chave e fechadura.
Uma vez que o fator de crescimento se liga a seu receptor próprio, desencadeia-se uma série de reações químicas no interior da célula, que culmina com a expressão de genes que irão ativar funções como a proliferação celular ou a angiogênese.
Para que essa série de reações químicas ocorra, é essencial a participação de uma proteína chamada tirosina-quinase. Dessa forma, a inibição da tirosina-quinase previne a transmissão de sinal entre o fator de crescimento, seu receptor, o interior da célula e os genes, impedindo o estímulo à proliferação celular e à angiogênese.
Os inibidores de tirosina-quinase pertencem à classe das drogas de alvo molecular e vem sendo utilizados no tratamento do câncer de rim, pulmão, cabeça e pescoço, além de certos sarcomas e algumas neoplasias hematológicas.
Para saber mais sobre as drogas de alvo molecular, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Drogas de Alvo Molecular”.

Os interferons pertecem à classe das citocinas e são glicoproteínas secretadas pelas células do sistema imunológico com o objetivo de combater elementos estranhos ao organismo, incluindo parasitas e vírus. Existem diversos tipos de interferons, sendo o interferon-alfa o mais utilizado como imunoterapia para o câncer.
O interferon é uma molécula primariamente produzida por determinadas células do sistema imunológico, chamadas de células mononucleares, e que exerce seus efeitos moduladores da resposta imunológica estimulando a proliferação e a toxicidade anticelular de outras células do sistema imune, entre as quais os macrófagos e as células NK (natural killer).
Além disso, o interferon promove a diferenciação celular de certos linfócitos, chamado de linfócitos “T” citotóxicos, que agem destruindo células tumorais ou células infectadas por vírus.
Finalmente, o interferon induz a expressão de substâncias na superfície das células tumorais, facilitando seu reconhecimento e destruição pelas demais células do sistema imunológico.
O interferon-alfa vem sendo utilizado no tratamento de algumas apresentações do melanoma e do câncer de rim, entre outras neoplasias. Recentemente, vem sendo pesquisada uma nova forma de interferon-alfa, chamado de interferon-alfa peguilado, que aparentemente resulta em menor incidência de efeitos colaterais.

L

Veja Síndrome de lise tumoral.

M

Micronutriente que participa do metabolismo humano, da manutenção estrutural do material genético no núcleo da célula e também um constituinte dos ossos. Às vezes, pode ocorrer perda excessiva de magnésio devido ao uso de certos medicamentos utilizados no tratamento do câncer, como a cisplatina, o que pode acarretar alterações cardiovasculares, fraqueza, câimbras e tremores. Porém, a baixa quantidade de magnésio no sangue pode ser contornada com suplementação desse micronutriente.

Substâncias, geralmente proteínas, normalmente encontradas em pequena quantidade no sangue. Entretanto, na presença de alguns tipos de câncer, pode ocorrer elevação dos níveis sanguíneos de marcadores tumorais. Assim, a dosagem sanguínea dessas substâncias pode auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento de certos tumores. Os principais marcadores e exemplos de tumores a que se relacionam podem ser vistos a seguir:

  • CEA: cólon, estômago, mama, pâncreas e pulmão
  • CA 15-3: mama e pulmão
  • CA 19-9: cólon e pâncreas
  • PSA: próstata
  • Beta-HCG: testículo
  • Alfa-fetoproteína: testículo e fígado

Após a retirada do tumor por cirurgia, é necessário definir se todas as células tumorais foram completamente removidas. Para isso, o médico patologista observa ao microscópio as bordas da porção de tecido retirada na cirurgia. Essa observação define a margem cirúrgica:

  • Nos casos em que não há células tumorais nas proximidades das bordas do tecido retirado, as margens são classificadas como negativas;
  • Nos casos em que há células tumorais nas imediações das bordas do tecido retirado, as margens são classificadas como exíguas;
  • Nos casos em que há células tumorais na borda do tecido retirado, as margens podem ser classificadas como coincidentes, focalmente comprometidas ou positivas, dependendo da extensão da presença tumoral nas bordas.

Remoção cirúrgica da mama. Entre os diversos tipos de mastectomia, incluem-se:

  • Radical: retirada total da mama, dos músculos da região peitoral e da pele associada;
  • Radical modificada: retirada total da mama e da pele associada, com preservação dos músculos da região peitoral;
  • Adenomastectomia: retirada do tecido mamário, com preservação dos músculos e da pele.

Região localizada no tórax, entre os dois pulmões e à frente da coluna dorsal, onde podem ser encontrados certos órgãos e estruturas, como por exemplo: coração, traquéia, brônquios, timo, esôfago e os linfonodos mediastinais, entre outros.

A medula espinhal é uma estrutura do sistema nervoso central, com a função de intermediar o trânsito de impulsos nervosos entre o cérebro e os nervos periféricos. A medula espinhal tem forma aproximadamente cilíndrica e se localiza no canal existente na coluna vertebral. Sua extensão é de aproximadamente 45 cm.

Tecido existente no interior dos ossos, responsável pela produção de células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas). Pode ser afetada por algumas infecções, como a tuberculose, e por alguns tipos de câncer, como as leucemias, o mieloma múltiplo e outras neoplasias hematológicas.
As células constituintes da medula óssea podem ser aspiradas de um indivíduo e infundidas em outro, situação conhecida como transplante alogenéico. Em outros casos, essas células podem ser removidas de um paciente e serem infundidas nesse mesmo paciente, situação conhecida como transplante autólogo. Para saber mais sobre o transplante de medula óssea, consulte a seção Perguntas Frequentes – Transplante de Medula.

O melanoma é um tipo de câncer de pele, caracterizado pela proliferação das células responsáveis pela pigmentação da pele (melanócitos). Esse tipo tumoral é mais frequente em indivíduos de pele clara expostos ao sol. Além disso, outros possíveis fatores de risco prováveis incluem:

  • História familiar;
  • Presença de certas lesões pré-malignas de pele;
  • Alterações do sistema imunológico.

Em geral, a lesão causada pelo melanoma apresenta as seguintes características:

  • Assimetria e bordas irregulares;
  • Múltiplas colorações;
  • Diâmetro superior a 5 mm;
  • Elevação.

O diagnóstico do melanoma envolve o exame clínico pelo dermatologista, podendo ser realizada biópsia da lesão. O grau de envolvimento das estruturas da pele (nível de Clark) e a profundidade da lesão em milímetros (profundidade de Breslow) são fatores importantes a serem examinados após a biópsia ou remoção da lesão.
O estadiamento do melanoma inclui exames radiológicos e a dosagem de sanguínea de DHL. Em alguns casos, pode haver comprometimento de linfonodos e existência de metástases.
O tratamento do melanoma geralmente envolve a remoção cirúrgica do tumor. Em casos de suspeita de comprometimento de linfonodos, pode-se realizar um procedimento chamado de linfocintilografia, que consiste na injeção de substância radioativa ou corante próxima da lesão e posterior análise dos linfonodos que captaram essa substância.
O tratamento adjuvante do melanoma está indicado para os tumores de alto risco, sendo feito através da administração de interferon. Nos casos de presença de metástases, o tratamento pode envolver a imunoterapia, a quimioterapia e, mais recentemente, as drogas de alvo molecular.
Entre os quimioterápicos mais frequentemente empregados no tratamento do melanoma com metástases estão a dacarbazina, a temozolomida e o paclitaxel. Entre as drogas de alvo molecular, o uso de sorafenibe em combinação com quimioterapia vem sendo estudado.

Designação dada à formação de uma nova lesão neoplásica, a partir de um tumor originário de outro órgão. As células tumorais do tumor inicial (tumor primário) se desprendem e chegam a outro local do organismo através da circulação linfática ou da corrente sanguínea. Nesse outro local, as células cancerígenas fixam-se e desenvolvem-se, formando a metástase. As metástases em linfonodos são chamadas de metástases linfonodais. As metástases em outros órgãos são geralmente chamadas de metástases à distância. Entre os principais órgãos que podem ser sede de metástases estão:

  • Pulmões;
  • Fígado;
  • Ossos;
  • Cérebro.

Assim, quando um tumor é diagnosticado, muitas vezes são realizados exames para averiguar a presença ou não de metástases nesses órgãos. Esse procedimento é conhecido como estadiamento.
Existe uma situação especial em oncologia, na qual são detectadas metástases, sem que seja encontrada a sua origem (tumor primário). Essa situação é geralmente designada como “metástases de primário desconhecido”.

É o agrupamento de um subgrupo de neoplasias que possuem duas características principais em comum:

  • As células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas) mostram-se com anormalidades de tamanho e forma desde sua gênese na medula óssea;
  • Essas mesmas células mostram-se em número abaixo do considerado normal (pancitopenia) na corrente sanguínea.

Há três subgrupos de doenças classificadas como mielodisplasia:

  • Deficiências crônicas na quantidade de células sanguíneas, mas sem característica progressiva para leucemia, dependendo da gravidade da síndrome;
  • Hemácias com quantidade anormal de ferro;
  • Deficiência crônica na quantidade de células sanguíneas e com característica progressiva para leucemia, determinada pela gravidade da síndrome.

Existem vários níveis de gravidade que vão da leve (anemia leve) a muito grave (progressão para leucemia mielóide aguda). Essa síndrome pode aparecer em crianças, mas é mais comum em pessoas idosas e homens.

É a mais comum entre as neoplasias malignas de células sanguíneas. Acomete principalmente pacientes idosos. A doença é caracterizada pela proliferação de plasmócitos na medula óssea.
Os plasmócitos são responsáveis pela produção de imunoglobulinas, proteínas responsáveis pela defesa do organismo e também conhecidas como anticorpos. No mieloma múltiplo, a presença de células tumorais pode resultar na secreção aumentada de imunoglobulinas anormais, resultando em aumento do risco de infecções. Além disso, o excesso de proteínas pode sobrecarregar a filtração do sangue pelos rins, levando à insuficiência renal.
O mieloma múltiplo evolui com graus variados de infiltração na medula óssea, podendo ocasionar a diminuição da produção de hemácias, com consequente anemia. Além disso, as células tumorais podem destruir parcialmente os ossos que abrigam a medula, situação denominada osteólise (ou ocorrência de lesões osteolíticas) e que pode ser diagnosticada em radiografias ósseas. Finalmente, a lesão óssea causada pelo mieloma pode levar ao aumento da concentração sanguínea de cálcio, chamada de hipercalcemia. Para saber mais sobre o mieloma, consulte a seção “Linfomas e Mieloma Múltiplo”.

Tipo de transplante alogenéico de medula óssea, ainda em fase de estudo, utilizado em pacientes com idade mais avançada e/ou menor tolerância às doses tradicionais de drogas usadas antes da infusão das células da medula. Nesse procedimento, as doses aplicadas são mais baixas e, portanto, menos tóxicas. Para saber mais sobre o transplante de medula óssea, consulte a seção Perguntas Frequentes – Transplante de Medula.

Inflamação das mucosas, que constituem o tecido de revestimento de diversas estruturas do organismo humano. A mucosite ocorre com maior frequência nos órgão do sistema digestivo, incluindo a boca, faringe, esôfago, reto e canal anal. É um evento adverso que pode resultar do uso de quimioterapia ou radioterapia.
A mucosite pode ser amenizada com procedimentos médicos e alimentação adequada, podendo também ser indicada a prevenção da infecção por fungos. Em alguns casos, pode ser necessária a redução da dose de quimioterapia e/ou a suspensão temporária da quimioterapia ou da radioterapia. Em geral, esse efeito colateral melhora significativamente ao longo de algumas semanas após o término do tratamento.

A mutação corresponde à alteração de um gene, podendo afetar seu funcionamento normal. Em alguns casos, as mutações envolvem os nucleotídeos, que são elementos constituintes dos genes. Essas mutações incluem:

  • Deleções: perda de um ou mais nucleotídeos;
  • Inserções: adição de um ou mais nucleotídeos na sequencia normal do gene;
  • Mutação pontual: substituição de um mais nucleotídeos.
  • Em outros casos, as mutações podem envolver porções de um cromossomo, afetando um ou mais genes. Essas mutações incluem:
    • Amplificações: aumento do número de cópias de um gene;
    • Translocações: troca de lugar entre genes;
    • Deleção: perda de uma parte ou de todo o cromossomo.

As mutações genéticas podem ser herdadas (transmitidas de pais para filhos), situação em que são conhecidas como germinativas. As mutações genéticas também podem ser adquiridas ao longo da vida, situação em que são denominadas mutações somáticas. As mutações somáticas podem resultar da atuação de diferentes agentes, incluindo:

  • Vírus;
  • Radiação ionizante;
  • Substâncias químicas.

Os resultados das mutações genéticas podem ser diversos. Em alguns casos, pode não ocorrer nenhuma consequência significativa. Em outros casos, as mutações podem levar ao surgimento de doenças, incluindo doenças graves como o câncer. Finalmente, existem ainda as mutações que são incompatíveis com a vida, levando o indivíduo ao óbito.

N

Situação em que um tratamento, geralmente quimioterapia ou radioterapia, é usado antes da cirurgia, com o objetivo de diminuir o tamanho do tumor. Assim, pode-se facilitar a retirada da lesão, aumentado a chance de sucesso do procedimento. Atualmente, a quimioterapia neo-adjuvante é mais frequentemente usada para certos tipos de câncer de mama, cólon e reto.

Qualquer proliferação anormal e descontrolada de células, que resulta em um tumor benigno ou maligno. A neoplasia é originada a partir de um único tipo de célula, como resultado da mutação de seus genes. Contudo, ao longo da evolução de uma neoplasia, é comum ser encontrado mais de um tipo de célula, em função da ocorrência de novas mutações. As neoplasias malignas são também conhecidas como câncer.

Grupo heterogêneo de neoplasias que afetam os precursores de células sanguíneas na medula óssea. Essas neoplasias desencadeiam a proliferação anormal dessas células. Os tipos de neoplasias hematológicas incluem:

  • Leucemias;
  • Mieloma múltiplo;
  • Linfomas.

Os neutrófilos constituem o tipo mais abundante de célula branca do sangue e fazem parte do sistema imunológico. São produzidos na medula óssea, circulam livremente pela corrente sanguínea e possuem a capacidade de se dirigir rapidamente para focos inflamatórios e infecciosos, atuando através da internalizando e destruição de microrganismos ou partículas presentes no local. Além disso, os neutrófilos liberam substâncias capazes de eliminar microrganismos e agir no processo inflamatório. Essas substâncias estão presentes dentro de grânulos, localizados no interior dos neutrófilos, motivo pelo qual essas células pertencem à classe dos granulócitos. Em alguns casos, o tratamento do câncer pode resultar na diminuição do número de neutrófilos, situação conhecida como neutropenia.

Diminuição do número de neutrófilos no sangue abaixo dos níveis normais. Pode ser aguda (curta duração) ou crônica (duração maior que três meses). Em oncologia, a neutropenia pode surgir como um efeito colateral do tratamento do câncer, causado pela quimioterapia, radioterapia e/ou drogas de alvo molecular.
A neutropenia pode estar associada à ocorrência de febre, situação conhecida como neutropenia febril, além de resultar em maior risco de contração de infecções.
Em alguns casos, a redução da dose de quimioterapia ou da droga de alvo molecular pode ser suficiente para a reversão da neutropenia. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento. Quando o número de neutrófilos é muito baixo e/ou quando ocorre febre ou infecção, pode ser necessária a internação hospitalar e a administração de antibióticos.
Atualmente, existem medicamentos que podem prevenir e tratar a neutropenia, estimulando a produção de neutrófilos. Esses medicamentos são conhecidos como fatores de crescimento hematopoiéticos.

P

Sensação de latejamento, formigamento ou dormência em uma região do corpo, sem um efeito físico aparente. Em alguns casos, o local afetado pode parecer estar sendo alfinetado ou picado por agulhas. Inúmeras condições podem provocar parestesia, incluindo doenças do sistema nervoso, imunológico e circulatório, infecções e diabetes.
Em oncologia, a parestesia pode aparecer como um efeito colateral do tratamento, sobretudo de alguns quimioterápicos, como:

  • Oxaliplatina;
  • Cisplatina;
  • Paclitaxel;
  • Docetaxel;
  • Vincristina.

Em alguns casos, a redução da dose de quimioterapia ou da droga de alvo molecular pode ser suficiente para a melhora parcial da parestesia. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento. Medicamentos para o tratamento da parestesia induzida pela quimioterapia ainda estão em estudos.

Tipo de membrana que reveste a parte interna do abdome. Serve de suporte para órgãos internos e vasos sanguíneos que passam pela região.

Toda pesquisa que envolva o ser humano, individualmente ou em grupos, de forma direta ou indireta, em sua totalidade ou partes dele (sangue, DNA, tecidos). Os estudos científicos usando seres humanos podem compreender diversos aspectos relacionados às doenças, incluindo:

  • Levantamento de dados referentes à sua frequência na população;
  • Identificação de fatores de risco;
  • Avaliações de eficácia, segurança e custo de estratégias de prevenção, rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

A pesquisa clínica visa ao aumento do conhecimento sobre um determinado assunto, com o objetivo final de alcançar novas descobertas que possam beneficiar a coletividade.
A pesquisa clínica em seres humanos é regida por rígidas normas éticas, no âmbito nacional e internacional, prevendo diversas garantias aos participantes de estudos científicos, incluindo obtenção de esclarecimentos a qualquer momento, privacidade, respeito e anonimato, entre outras. Em contrapartida, é proibida a participação em pesquisa em troca de dinheiro, gratificações ou favores.

Sigla para o exame de tomografia por emissão de pósitrons. Esse exame se caracteriza pela infusão na corrente sanguínea de uma substância fracamente radioativa, cuja distribuição pelo organismo é medida por um equipamento. Esse equipamento reconstrói a imagem do organismo e identifica as regiões do corpo de acordo com o grau de captação da substância radioativa.
Em oncologia, geralmente são injetadas substâncias captadas por células com alto índice de proliferação. Dessa forma, as áreas com alta captação usualmente correspondem aos locais de existência de neoplasia. Em oncologia, o PET scan vem sendo indicado em casos específicos, mais comumente para confirmar ou afastar a presença de câncer em áreas exibindo alterações duvidosas em outros exames radiológicos.

Células produzidas na medula óssea, presentes na corrente sanguínea e que atuam na coagulação do sangue. Sua ação pode evitar os sangramentos ou reduzir sua duração e intensidade.
Em algumas situações clínicas, pode haver aumento do número de plaquetas, chamado de plaquetose. A plaquetose pode predispor à ocorrência de trombose, que é a formação de coágulos no interior dos vasos sanguíneos, causando oclusão dos mesmos.
Em outras situações clínicas pode ocorrer diminuição do número de plaquetas, chamada de plaquetopenia.

Também chamada de trombocitopenia, é a diminuição do número de plaquetas no sangue.
A plaquetopenia pode surgir em decorrência de diversas situações clínicas, incluindo doenças do sistema imunológico, infecções, deficiências vitamínicas e doenças hereditárias. Pequenas variações abaixo dos padrões podem ser normais, não refletindo necessariamente a presença de uma doença.
Além disso, a plaquetopenia pode ser um efeito colateral de certos medicamentos, incluindo algumas drogas usadas no tratamento do câncer.
Em geral, a plaquetopenia não causa sintomas, sendo diagnosticada apenas no exame de sangue. Os sintomas, quando presentes, podem incluir o surgimento de manchas arroxeadas pelo corpo, além de sangramento da gengiva e da mucosa nasal.
Em alguns casos de plaquetopenia induzida pela quimioterapia, a redução da dose de quimioterapia pode ser suficiente para a reversão da plaquetopenia. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento. Atualmente, existem medicamentos que podem prevenir e tratar a plaquetopenia, estimulando a produção de plaquetas. Esses medicamentos são conhecidos como fatores de crescimento hematopoiéticos. O tratamento da plaquetopenia ocasionalmente pode incluir a transfusão de plaquetas.

Célula do sangue, originada na medula óssea e que pertence ao sistema imunológico do ser humano. Os plasmócitos são responsáveis pela produção de imunoglobulinas, proteínas responsáveis pela defesa do organismo e também conhecidas como anticorpos. A proliferação aumentada de plasmócitos resulta em uma neoplasia chamada mieloma múltiplo.

O potássio é um micronutriente que constitui cerca de 5% do total de minerais do organismo. Está envolvido na regulação do volume celular e da atividade neuromuscular. Seu nível sanguíneo (potassemia) pode ser medido através de exame de sangue.
A concentração de potássio no sangue pode se elevar (hiperpotassemia ou hipercalemia) em algumas doenças, eventualmente resultando em distúrbios cardíacos. Insuficiência renal e doenças das glândulas adrenais estão entre as possíveis causas de hiperpotassemia.
Em alguns casos, durante o tratamento do câncer, as células tumorais podem ser destruídas de forma muito rápida, aumentando subitamente a quantidade de nutrientes no sangue, entre eles, o potássio. Essa situação é chamada de síndrome de lise tumoral.

Refere-se ao primeiro tratamento sistêmico utilizado em casos de câncer com metástases.

Em medicina, o termo prognóstico refere-se à tentativa de traçar a provável evolução de uma doença. Dessa forma, fatores prognósticos são as características do pacientes e/ou da doença, que têm impacto significativo nessa predição de evolução. Por exemplo, o nível sanguíneo de DHL é um fator prognóstico importante nos casos de linfoma. Em oncologia, os fatores prognósticos mais comumente utilizados incluem o estado geral do paciente, o tamanho do tumor, o comprometimento de linfonodos e a presença de metástases.
Além disso, é comum que o médico integre todos os fatores prognósticos de um determinado caso, visando ao estabelecimento do tratamento mais apropriado. Esse raciocínio pode ser auxiliado por tabelas, como em alguns casos de câncer de próstata, ou ainda por programas de computador, como em alguns casos de câncer de mama.

Em pesquisa clínica, o termo protocolo refere-se ao conjunto de informações relativas a um estudo científico. Essas informações incluem a justificativa para a realização do estudo, além de seu desenho, objetivos, métodos, procedimentos, tratamentos, duração e resultados esperados. O protocolo contém ainda um termo explicativo aos voluntários, em linguagem simples e acessível, contendo as principais informações acerca do estudo.
Além disso, o termo protocolo vem sendo usado no cotidiano dos médicos como sinônimo de diretriz de tratamento. As diretrizes de tratamento são documentos que têm como objetivo guiar e padronizar o manejo de certas doenças, podendo incluir as estratégias de rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Em geral, as diretrizes de tratamento são redigidas com base nas melhores informações científicas disponíveis, oriundas de pesquisas clínicas com resultados de grande impacto. A medicina praticada com base em informações científicas sólidas e diretrizes de tratamento tem sido chamada de medicina baseada em evidências.

Sigla para “Prostate-Specific Antigen” – em português, antígeno prostático específico. O PSA é uma substância normalmente produzida pela glândula prostática, que tem como função a liquefação do sêmen, facilitando a movimentação dos espermatozoides.
Uma pequena parte do PSA produzido pelas células da próstata é lançada na corrente sanguínea, onde pode ser medida por um exame de sangue. Os níveis de PSA podem estar aumentados em algumas afecções da próstata, entre as quais infecções do órgão e hiperplasia prostática benigna. Além disso, o exame clínico da próstata, realizado através do toque retal, também pode aumentar os níveis sanguíneos de PSA.
Contudo, o nível de PSA frequentemente se encontra elevado nos casos de câncer de próstata, motivo pelo qual o exame é utilizado para o rastreamento e detecção precoce da doença. Ademais, o PSA é um importante fator prognóstico do câncer de próstata, assim como suas alterações ao longo do tempo (chamadas de cinética do PSA e que compreendem a velocidade do PSA e/ou seu tempo de duplicação). Finalmente, o PSA é utilizado no acompanhamento pós-tratamento do câncer de próstata, auxiliando a detectar precocemente eventuais recidivas da doença.
Para saber mais sobre o câncer de próstata, consulte a seção “Câncer de Próstata”.

Q

Uma das modalidades de cirurgia conservadora da mama, consiste da remoção de aproximadamente um quarto do órgão. Assim, visa a garantir a retirada total do tumor, com margens cirúrgicas de segurança.

Tipo de tratamento sistêmico que utiliza medicamentos que matam as células tumorais por interferirem com as funções celulares e de reprodução.
A quimioterapia pode envolver a administração de uma única droga ou de múltiplas drogas combinadas em um regime pré-determinado de tratamento. Dependendo da droga, a via de administração pode ser oral, intra-venosa ou intra-muscular. Além disso, a quimioterapia é geralmente aplicada de acordo com um ciclo de tratamento.
Para saber mais sobre a quimioterapia, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Quimioterapia”.

R

O receptor de andrógeno é uma proteína existente no núcleo de determinadas células, à qual se ligam os hormônios masculinos (testosterona e diidrotestosterona). Esse receptor é normalmente encontrado no sistema urogenital masculino e nas áreas onde normalmente crescem pêlos nos homens.
A união dos hormônios masculinos com o receptor de andrógeno ocorre graças à complementaridade estrutural entre essas moléculas, como em um sistema de chave e fechadura. Essa ligação leva a uma série de reações químicas que culminam com a expressão de certos genes.
No caso do câncer de próstata, essa expressão se traduz em proliferação celular. Assim, diz-se que o câncer de próstata é dependente dos hormônios masculinos para seu desenvolvimento e progressão, motivo pelo qual a hormonioterapia é empregada no tratamento desse câncer. Em alguns casos, o câncer de próstata pode se tornar independente do estímulo desses hormônios, entre outras causas por alterações do receptor de andrógeno.
Para saber mais sobre o câncer de próstata, consulte a seção “Câncer de Próstata”.
Para saber mais sobre a hormonioterapia, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Hormonioterapia”.

O receptor de andrógeno é uma proteína existente no núcleo de determinadas células, à qual se ligam alguns hormônios femininos (os estrógenos). Esse receptor é normalmente encontrado em células do ovário e do endométrio.
A união dos estrógenos com seu receptor ocorre graças à complementaridade estrutural entre essas moléculas, como em um sistema de chave e fechadura. Essa ligação leva a uma série de reações químicas que culminam com a expressão de certos genes.
No caso do câncer de mama, essa expressão se traduz em proliferação celular. Assim, diz-se que o câncer de mama é dependente dos hormônios femininos para seu desenvolvimento e progressão, sempre que houver expressão de receptores de estrógeno. Por esse motivo, a hormonioterapia é empregada nesses casos.
Para saber mais sobre o câncer de mama, consulte a seção “Câncer de Mama”.
Para saber mais sobre a hormonioterapia, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Hormonioterapia”.

Os receptores de membranas são proteínas existentes nas membranas celulares à qual se ligam substâncias específicas. Essas substâncias, genericamente chamadas de ligantes, podem ser fatores de crescimento, hormônios, transmissores de informações nervosas, medicamentos, entre outras.
Cada ligante se liga a seu receptor específico, graças à complementaridade estrutural entre as duas moléculas, como em um sistema de chave e fechadura. Uma vez que o ligante se une a seu receptor próprio, desencadeia-se uma série de reações químicas no interior da célula, que culmina com a expressão de genes que irão ativar funções específicas, dependendo do ligante.
Em oncologia, a união de certos receptores de membrana com seus respectivos ligantes podem levar à proliferação celular e à angiogênese, estimulando o desenvolvimento e a progressão de neoplasias malignas. Entre esses receptores, está o receptor HER-2.

O receptor de progesterona é uma proteína existente no núcleo de determinadas células, à qual se liga a progesterona (um hormônio feminino). Esse receptor é normalmente encontrado em células do sistema reprodutor feminino, no sistema nervoso central e em outros locais do organismo.
A união da progesterona com seu receptor ocorre graças à complementaridade estrutural entre as duas moléculas, como em um sistema de chave e fechadura. Essa ligação leva a uma série de reações químicas que culminam com a expressão de certos genes.
No caso do câncer de mama, essa expressão se traduz em proliferação celular. Assim, diz-se que o câncer de mama é dependente dos hormônios femininos para seu desenvolvimento e progressão, sempre que houver expressão de receptores de progesterona. Por esse motivo, a hormonioterapia é empregada nesses casos.
Para saber mais sobre o câncer de mama, consulte a seção “Câncer de Mama”.
Para saber mais sobre a hormonioterapia, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Hormonioterapia”.

Também conhecida como recaída ou recorrência, é o reaparecimento da atividade de uma doença.

Fase da doença em que não há sinais de atividade da mesma. A ausência de sinais pode não significar a cura completa, podendo haver risco de recidiva. Para cada tipo de câncer, dependendo das suas características, o diagnóstico de remissão prevê um tempo determinado de ausência de sinais detectáveis em exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Método de diagnóstico por imagem que utiliza um campo eletromagnético para reproduzir imagens de alta definição de estruturas e órgãos internos do corpo.

Espaço anatômico localizado atrás da cavidade abdominal. Nesse local, encontram-se alguns órgãos, como o pâncreas e os rins, além de parte do intestino.

S

Tumor maligno de partes moles, como cartilagem, gordura, músculo e vasos sanguíneos. Os tumores ósseos também são chamados de sarcomas, embora estejam em outra categoria devido às suas características clínicas, microscópicas e por terem um tipo de tratamento diferente.
Entre os principais tipos de sarcoma, estão:

  • Fibrosarcoma;
  • Histiocitoma fibroso maligno;
  • Dermatofibrosarcoma;
  • Liposarcoma;
  • Rabdomiosarcoma;
  • Leiomyosarcoma;
  • Hemangiosarcoma;
  • Sarcoma de Karposi;
  • Linfangiosarcoma;
  • Sarcoma sinovial;
  • Neurofibrosarcoma;
  • Condrosarcoma extraesquelético;
  • Osteosarcoma extraesquelético;
  • Osteosarcoma;
  • Condrosarcoma.

São os neutrófilos maduros, que têm seus núcleos com vários lóbulos, ligados por segmentos estreitos. No hemograma, correspondem ao número total de neutrófilos menos o número de bastonetes.

Refere-se ao primeiro tratamento sistêmico utilizado em casos de câncer com metástases.

Infecção generalizada grave do organismo, causada por microrganismos patogênicos (fungos, batérias ou vírus). Em caso de pacientes hospitalizados, as causas bacterianas mais comuns são pneumonia, infecção de sutura e abcessos. A septicemia é caracterizada por febre, aumento da frequência cardíaca e respiratória, e granulocitose. Em casos graves pode ocorrer queda importante da pressão arterial e falência de múltiplos órgãos.
O tratamento da septicemia envolve a administração de medicamentos para o combate ao microrganismo causador da infecção, além de hidratação venosa e medidas de suporte para restauração do funcionamento normal dos órgãos. Essas medidas podem incluir ventilação mecânica para casos de insuficiência respiratória, e diálise para casos de insuficiência renal.

Uma das modalidades de cirurgia conservadora da mama consiste na remoção de um setor do órgão. Assim, visa a garantir a retirada total do tumor, com margens cirúrgicas de segurança.

A síndrome de lise tumoral é uma situação que pode ocorrer durante o tratamento do câncer, na qual as células tumorais são destruídas de forma muito rápida, aumentando subitamente a quantidade de determinadas substâncias no sangue. Entre essas substâncias estão o potássio, a DHL, a creatinina, o fosfato e o ácido úrico.
Embora a síndorme de lise tumoral possa ocorrer no tratamento de qualquer tipo de câncer, essa situação é mais frequentemente observada no tratamento dos linfomas e de outras neoplasias hematológicas. Pacientes com níveis elevados de DHL antes do início do tratamento parecem ter maior risco de desenvolvimento dessa complicação.
A síndrome de lise tumoral pode prejudicar o funcionamento dos rins (insuficiência renal) e causar alterações cardíacas, neurológicas, pulmonares e gastrintestinais. O tratamento consiste de hidratação por via venosa e correção dos níveis sanguíneos das substâncias anteriormente mencionadas.

A síndrome mão-pé, também conhecida como eritrodisestesia palmo-plantar, é um efeito colateral causado por alguns quimioterápicos e por algumas drogas de alvo molecular, que pode acometer a pele das mãos e/ou dos pés dos pacientes. Entre os quimioterápicos que mais frequentemente causa a síndrome mão-pé:

  • Capecitabina;
  • Doxorrubicina lipossomal;
  • Fluorouracil.

Entre as drogas de alvo molecular que podem causar a síndrome mão-pé, a principal é o sorafenibe.
Esse efeito colateral caracteriza-se por um quadro inicial de parestesia, podendo então evoluir com o surgimento de vermelhidão da pele (eritema), rachaduras e, em alguns casos, dor. Nos casos mais intensos, pode haver descamação, formação de bolhas e infecções secundárias.
Em alguns casos, a redução da dose de quimioterapia ou da droga de alvo molecular pode ser suficiente para a melhora da síndrome mão-pé. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento.
Atualmente, certos antiinflamatórios estão sendo avaliados para o tratamento da síndrome mão-pé, com resultados promissores. Além disso, a aplicação tópica de emolientes, principalmente à base de lanolina, pode ser benéfica. Usualmente recomendam-se medidas adicionais como uso de calçados confortáveis e não utilização de água quente para lavagem dos locais afetados.

Veja mielodisplasia

O sódio é um micronutriente essencial para a motilidade e excitabilidade muscular e também na distribuição de água e volume sanguíneo. Sua concentração sanguínea pode ser medida através de exame de sangue. Alguns quimioterápicos podem causar a diminuição dos níveis de sódio no sangue (hiponatremia), motivo pelo qual sua monitoração pode ser necessária ao longo do tratamento. Entre esses medicamentos, estão:

  • Vincristina;
  • Vinblastina;
  • Vinorelbina;
  • Ifosfamida;
  • Ciclofosfamida;
  • Cisplatina.

A queda abrupta da concentração de sódio pode resultar em sintomas como dor de cabeça, fraqueza, confusão mental, sonolência e tontura. A hiponatremia pode ser contornada, geralmente através da administração de solução intra-venosa de cloreto de sódio.

T

Modalidade de radioterapia em que a fonte de radiação é externa ao paciente, posicionada a no mínimo 20 cm de distância do mesmo. Para saber mais sobre a teleterapia, consulte a seção “Teleterapia”.

Método de diagnóstico por imagem que se baseia na utilização de uma fonte móvel de raios-X. Após a aquisição das imagens obtidas a partir de diversas posições da fonte em relação ao paciente, as informações são processadas por computador, resultando em uma reconstrução mais precisa do que aquela obtida pelas radiografias simples. Nos aparelhos mais modernos, pode-se ainda realizar uma reconstrução tridimensional das imagens. Além disso, os equipamentos mais recentes empregam uma técnica denominada tomografia helicoidal, capaz de produzir imagens ainda mais detalhadas, em relação à tomografia convencional.
Em alguns casos, o exame de tomografia pode requerer a injeção intravenosa de uma substância, denominada contraste, usada para realçar os vasos sanguíneos e as estruturas com grande aporte de sangue. O exame de tomografia é indolor, porém a injeção de contraste pode causar sensação de calor. Em pessoas com hipersensibilidade, pode haver reação alérgica ao contraste.
Existe ainda outro tipo diferente de tomografia, denominada tomografia por emissão de pósitrons, também conhecida como PET scan.

A toxicidade de um tratamento abrange o conjunto de possíveis efeitos colaterais desse tratamento. Em oncologia, a toxicidade pode se referir a uma modalidade terapêutica, como a quimioterapia e a radioterapia; a um regime de tratamento, como a combinação de dois ou mais quimioterápicos; ou a um medicamento específico.
A avaliação da toxicidade de um medicamento ou método terapêutico é realizada ao longo das diversas etapas de pesquisa clínica que são transpostas antes da aprovação do tratamento para uso regular. Essa avaliação envolve, além da caracterização dos efeitos colaterais, as condições e as doses em que eles ocorrem.

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Responsável técnico: Dr. Diocésio Alves Pinto de Andrade | CRM-SP: 132129