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Transplante de Medula Óssea

O que é

Muitas pessoas confundem a medula óssea com a medula espinhal, que é um órgão do sistema nervoso localizado na coluna vertebral. A medula óssea é um tecido encontrado no interior dos ossos, na forma de um material de consistência quase líquida, levemente esponjosa. Ela é responsável pela produção de três linhagens de células que fazem parte do sangue e do sistema imunológico:

  • Hemácias (ou glóbulos vermelhos), que levam oxigênio para os tecidos;
  • Leucócitos (ou glóbulos brancos), que fazem defesa do organismo contra agentes infecciosos;
  • Plaquetas, que atuam na coagulação do sangue.

A medula óssea contém células-tronco do sangue – células-tronco hematopoiéticas, também chamadas de células pluripotentes, que têm a capacidade de originar células-filhas de qualquer uma das três linhagens celulares: hemácias, leucócitos e plaquetas. As células-tronco também podem ser encontradas no sangue e no cordão umbilical.

O transplante de medula óssea é uma forma de tratamento que renova as células da medula óssea que respondem pela produção de todas as células acima citadas. Ele pode ser necessário quando o paciente passa pelo tratamento de uma das cerca de 80 doenças, como leucemia, anemia aplástica, anemia de fanconi, síndromes mielodisplásticas – provocadas pela deficiência medular, linfomas, mieloma múltiplo, hemoglobinopatias, tumores de testículos e neuroblastomas.

Tipos de transplante

O transplante de medula óssea pode ser classificado de acordo com o doador e o receptor do transplante:

  • Transplante alogênico: o doador e o receptor são pessoas diferentes. O transplante singênico é um subtipo de transplante alogênico, no qual o doador e o receptor são irmãos gêmeos idênticos.
  • Transplante autólogo: o doador e o receptor são a mesma pessoa.

O transplante também pode ser classificado de acordo com o local onde são coletadas as células-tronco a serem transplantadas:

  • Medula óssea
  • Sangue periférico

Quem pode doar

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar medula óssea. Quando não há um doador compatível na família, é preciso buscar por um doador na população em geral. Há no Brasil o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome. Esse cadastro reúne dados e informações das pessoas dispostas a se tornarem doadores. Trata-se de um registro informatizado, capaz de cruzar dados entre pacientes e voluntários, que são convocados quando necessário para salvar vidas.

Riscos

Os riscos do transplante de medula óssea para quem doa são mínimos e, basicamente, estão associados ao procedimento anestésico. Isto é, o risco é proporcional ao da extração de um dente ou ao de pequenas cirurgias.

A quantidade da medula óssea retirada representa cerca de 15% do volume total, o que é muito pouco. Em 7 a 14 dias, esse volume é completamente restabelecido, sem prejuízos para o doador. Depois do procedimento, é comum que ocorram sintomas leves, como dor, cefaleia e fraqueza transitória. Todos eles são passageiros e facilmente controlados com medicamentos convencionais.

Como funciona

Depois de se submeter a um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a infecções e hemorragias. Isso acontece por duas a três semanas e cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento e acompanhamento.

GRUPO ONCOCLíNICAS. SUA ViDA, NOSSA VIDA.

Responsável técnico: Dr. Daniel Luiz Gimenes | CRM-SP: 75953