O que os pacientes com câncer precisam saber sobre a prevenção da COVID-19

Pacientes oncológicos já têm suas peculiaridades, pedindo uma atenção maior para sua imunidade. Os pacientes devem manter suas agendas de tratamento, informando aos seus médicos se tiverem sintomas ou se tiverem entrado em contato com alguém infectado, determinando assim o melhor procedimento para cada caso.

As recomendações usuais ao paciente oncológico devem ser seguidas e reforçadas. Além disso, deve ser feita a higienização frequente de superfícies mais utilizadas, como mesas e balcões, evitar aglomeração e manter a distância mínima de 2 metros entre as pessoas.

Muitas vezes damos tratamentos imunossupressores aos nossos pacientes. Uma coisa comum de acontecer é a febre neutropênica, que é uma febre causada pela baixa das células de defesa.

De qualquer forma, apresentando febre e sintomas gripais, deve entrar em contato com seu médico. Temos que individualizar caso a caso para conseguirmos dar segurança aos pacientes.

Estamos diante de um cenário novo e desconhecido. Muita coisa vamos descobrir nas próximas semanas e meses. Existem protocolos específicos para determinados tratamentos oncológicos, mas não existe algo rotineiro fora desses protocolos para aumentar a imunidade dos pacientes com o objetivo de enfrentar o coronavírus. É importante ter uma rotina saudável, se alimentar bem, fazer meditação, yoga e ter uma boa noite de sono.

O paciente oncológico, de um modo geral, deve ser imunizado. Porém, antes de tomar essa decisão, o paciente deve entrar em contato com o seu médico. Nessa primeira fase, o governo está colocando a vacina para os idosos e profissionais de saúde, o que é muito importante. A triagem começa pelos sintomas e muitos pacientes que estamos testando, vão ser positivos para outros tipos de vírus como a Influenza 1, 2 ou até mesmo H1N1. Então, se prevenirmos a incidência dessas outras síndromes gripais, vamos diminuir também o número de pacientes suspeitos com coronavírus.

Consulte sempre o seu médico para que ele indique a urgência ou possibilidade de postergar essa realização de exames. Se você precisa fazer o exame, vá normalmente, não adie.

Cada caso será avaliado individualmente, passando primeiro pela pré-triagem e, em seguida, pela avaliação conjunta do oncologista e do radio-oncologista. As orientações dos médicos devem ser seguidas à risca.

Com o primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil, instauramos o nosso comitê de crise e paralelamente instalamos o nosso comitê de diretores técnicos, procurando estabelecer o nosso fluxo de perguntas, distribuindo um nível de informações simples, mas úteis.

Temos entrado em contato com os nossos pacientes, orientamos a conversar com seu médico e estamos sempre à disposição para tirar dúvidas, além de fazer uso da telemedicina para maior segurança do paciente.

Criamos fluxos de modo a garantir que quem está vindo na clínica, está precisando vir. Por isso, a telemedicina irá ajudar muito para que o paciente que não precisar vir à clínica não se sinta abandonado.

Temos feito contato direito com o paciente, para fazer a pré-triagem que define se ele deve ir para a clínica ou não. Nosso objetivo é cuidar dos pacientes em controle e proteger a todos.

Antes de mais nada, procure informações em fontes confiáveis, como seu médico ou a clínica de tratamento. Tenha rotinas, cuide da sua alimentação, corpo e mente. Mantenha a sua casa limpa e organizada e procure viver momentos de alegria em casa e com a família. Isso terá resultados positivos na sua imunidade.

Os vírus precisam estar em outro indivíduo para replicar seu material genético. No caso desse novo coronavírus, ele permanece em uma superfície em um longo período de tempo, o que torna sua contaminação mais perigosa e rápida. Por isso é importante manter a higiene das mãos.

É muito importante entender que é uma doença nova, então todos os médicos estão tentando entendê-la. Sabe-se que pacientes submetidos a transplantes possuem risco maior, ou se você associa o câncer à obesidade, hipertensão, diabetes, tem um fator de risco a mais. Mas é importante lembrar que para a grande maioria das pessoas, mesmo em pacientes com câncer, a doença vai ter uma forma leve. Hoje não sabemos ainda quem são as pessoas que vão ter a forma leve e quem vai ter a forma mais grave.

Cuidados com higiene já recomendados devem ser reforçados: lavar as mãos frequentemente e por pelo menos 20 segundos, tomar banho e trocar de roupa, manter o distanciamento físico recomendado de 2 metros, mesmo dentro de casa. Higienizar alimentos e embalagens com água, sabão e água sanitária. Higienizar com frequência superfícies de uso comum e evitar compartilhar talheres e utensílios.

A COVID-19 não é uma síndrome gripal usual e os sintomas mais frequentes são muita tosse e febre. Baseado nos casos de Itália e China, por exemplo, o tratamento em pacientes oncológicos com coronavírus pouco se diferem da população normal, já que o vírus e os possíveis protocolos ainda estão sendo estudados e testados. O tratamento recomendado para paciente com poucos sintomas é que ele permaneça em total isolamento para que não contamine as pessoas dentro de casa, porém sempre mantendo o contato com o seu médico.

É importante saber que pelos dados de literatura existentes até hoje, os pacientes com câncer têm mais risco, mas isso não significa que todos os pacientes estejam sob esse mesmo risco. A grande da maioria das pessoas vai conseguir passar incólume a esta doença.

É importante que o paciente oncológico não interrompa seu tratamento por mais imunossupressores que sejam. Converse com seu médico.

Todos os hospitais estão tendo fluxos diferentes para pacientes suspeitos e não suspeitos. Ontem, saiu na OMS que o câncer é considerado uma doença de emergência, então é importante que o tratamento não seja interrompido, pois o paciente pode sair de uma situação curável para uma situação incurável. Por isso, a importância de conversar com seu médico e pedir as orientações.

O paciente oncológico não precisa de informações especiais sobre a COVID-19. As informações e orientações do Ministério da Saúde devem ser seguidas por todos, inclusive por quem está em tratamento contra o câncer. As medidas de prevenção que esse paciente precisa ter é reforçar o cuidado com a higiene, evitar aglomerações e manter a distância mínima de 2 metros de outras pessoas, mesmo em casa.

O oncologista terá um papel fundamental neste momento, determinando como o tratamento deverá seguir, analisando cada caso. Mantenha sempre contato com seu médico e siga suas orientações.

Os pacientes oncológicos estão no grupo de risco principalmente por conta de como o coronavírus pode se manifestar, que pode ser mais grave devido ao sistema imunológico debilitado. Por isso, a participação ativa de um oncologista é fundamental, porque só ele vai saber, junto com o paciente, em que etapa específica de tratamento eles estão.

Por serem grupo de risco, as medidas de isolamento e cuidados com a higiene, como lavar as mãos, devem ser ainda mais cuidadosas para os pacientes oncológicos. O que precisa discutir com mais detalhes é que implicação a pandemia pode ter durante o curso no tratamento desses pacientes.

Tem se falado que o tratamento deve ser interrompido e isso não é verdade, porque depende de cada caso e da análise específica de cada profissional.

Uma parte dos tratamentos oncológicos hoje, em pacientes não hematológicos (que não têm leucemia, por exemplo), são em nível ambulatorial e não envolvem a internação para o tratamento, o que torna o risco menor. Todas as clínicas do grupo Oncoclínicas têm tomado todos os cuidados para que os pacientes tenham menor exposição possível, reiterando que os tratamentos não devem ser interrompidos.

Tratamentos que requerem internação, como cirurgias eletivas oncológicas previamente marcadas, têm que ser discutidas com o oncologista e o cirurgião responsável, e não havendo prejuízo ao tratamento oncológico, essas cirurgias podem ser adiadas para evitar a circulação de pacientes no ambiente hospitalar.

Para os pacientes candidatos a transplante de medula óssea, esse é um tratamento que é agendado de forma eletiva e que deve ser avaliado com um hematologista.

Dentro do Grupo Oncoclínicas, todos os médicos estão atentos às particularidades de cada paciente e têm interagido com eles, mesmo por telefone, para orientá-los sobre os próximos passos do tratamento durante este período de coronavírus. O isolamento social é a prevenção básica para toda a população.

Os transplantados têm mais risco, mas há também os pacientes que estão com quimioterapia em curso e passam por períodos de imunossupressão. A recomendação é que não atrasem o tratamento, a não ser que haja uma recomendação clara do médico oncologista ou hematologista.

Esses pacientes têm que ter sim cuidados especiais, especialmente ao saírem de casa para ir às clínicas de oncologia receberem o tratamento. O Grupo Oncoclínicas tem se preparado da melhor forma para receber esses pacientes.

Outro grupo de pacientes que pode ter o risco aumentado são os hematológicos, que vêm recebendo tratamentos com corticoide ou cortisona em doses altas. Eles devem receber a orientação do oncologista ou hematologista para a melhor manutenção ou alguma alteração do tratamento durante este período de pandemia.

É importante entender como se dá aprovação de um medicamento em uma determinada indicação. É um medicamento que já tem uso para outra indicação. É um processo lento em que autoridades regulatórias como FDA e Anvisa levam meses ou anos para tomarem uma decisão, justamente pensando na segurança dos pacientes.

Existem ressalvas na regulamentação em situações de calamidade, que podem ser feitas de maneira mais rápida. A cloroquina tem décadas de uso e é um antimalárico muito importante e, em pacientes mais graves, o medicamento pode reduzir o curso grave da doença.

Há uma corrida para se obter essa medicação em uso profilático, existe um estudo em curso para o uso profilático, mas isso não é recomendado.

Causa muita náusea, alterações gastrointestinais e alterações hematológicas, por isso só deve ser consumido sob prescrição médica.

Se a pessoa não está com tratamento em curso, ela precisa consultar seu oncologista. É necessário avaliar se há um caso de imunossupressão residual e, neste caso, precisa de medidas de proteção especiais.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento oncológico está suspenso até a evolução do quadro, independente do paciente ser assintomático ou não, por conta do isolamento a que o paciente está sujeito e do tratamento com potencial de imunossupressão, no caso de uma quimioterapia e uma radioterapia, estando com a infecção em curso.

Este paciente teria que esperar a evolução deste quadro e discutir os detalhes com o médico para definir o momento ideal para este tratamento ser retomado - que provavelmente será após a resolução completa do quadro clínico da infecção.

O contato direto com o médico é ideal para tranquilizá-lo, pois esse profissional é a pessoa ideal para dizer ao paciente o que pode ou não influenciar no tratamento.

Sim, pois no pós-transplante o paciente permanece um tempo com o sistema imunológico afetado.

COVID-19 faz parte de uma família do coronavírus, já descritos em outras epidemias como causadores de doenças respiratórias. Neste caso, ele foi denominado COVID-19, pois: COVI = coronavírus, D = doença, 19 = ano em que teve o primeiro caso, na China.

Os sintomas podem variar desde um resfriado (nos casos mais leves), até febre, tosse e falta de ar (nos casos mais graves).

Em torno de 85% a 90% dos pacientes têm sintomas mais leves, uma pequena parte deles precisa de uma internação e, desses, 5% vão evoluir para casos mais graves de terapia intensiva. Alguns casos são assintomáticos, mas, mesmo assim, podem contaminar os outros. Por isso, é necessário o isolamento social.

É a recomendação para a população geral: evitar sair de casa, evitar o contato com pessoas, evitar contato íntimo (beijo, abraço…), evitar compartilhamento de objetos e com superfícies como maçanetas. Como foi falado, é importante estar em contato com o seu oncologista ou hematologista, para saber em que grau de risco você está. Especificamente para os acompanhantes, familiares ou cuidadores, manter também a medida de higienização de mãos frequente e de isolamento, manter o ambiente ventilado, evitar o contato próximo, e manter o contato com seu médico em caso de febre ou outros sintomas do vírus.

As pessoas de grupo de risco devem tomar a vacina de gripe, a não ser que tenha alguma recomendação contrária de seu médico. A vacina protege contra os outros vírus, que inclusive podem ter sintomas parecidos com o coronavírus - COVID-19.

As medidas para conter o contágio podem não ser 100%. A gente recomenda que a pessoa vá a um horário que o local não esteja lotado, mantendo distância entre as pessoas e sempre higienizar as mãos. Os profissionais que irão aplicar a vacina também devem seguir o protocolo de limpeza.

Toxidade hepática - faz mal para o fígado; má metabolização até para outros medicamentos. Precisamos fazer a comparação de eficácia e segurança e só a equipe médica pode fazer essa avaliação. A recomendação é para casos muito graves.

Na verdade não são cuidados extras, mas uma questão de organização dentro de casa. É importante que quando se há algum morador com diagnóstico positivo para a COVID-19, ele deve ficar isolado e designar ambientes específicos para o paciente em tratamento oncológico. A higienização e a ventilação da casa é essencial, além de separar os objetos deste paciente para que não haja contato com a pessoa infectada.

O momento é crítico e quando exige essa medida drástica do isolamento, porque culturalmente para a população em geral é algo difícil, mas é bom lembrar que temos a tecnologia a nosso favor e podemos fazer ligações, contato por vídeo, cursos on-line, se dedicar à leitura.

A higienização pode ser feita com qualquer detergente, desinfetante ou hipoclorito. O álcool 70% mostra uma grande eficácia, além de ser de fácil uso.

As crianças têm maior possibilidade de contágio e geralmente são assintomáticas, por isso devem se manter afastadas.

Vamos continuar saindo de casa para tratar os pacientes porque o câncer não para, e recomendamos a todos que precisam ir à clínica que tenham cuidado. Estamos realizando pré-triagens para que os pacientes possam seguir seus tratamentos sem nenhum risco, perguntando sobre os sintomas que poderiam estar relacionados ao coronavírus, garantindo assim a segurança também de toda a equipe da clínica.

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