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Câncer do colo do útero: o que é e quais os fatores de risco

O câncer do colo do útero, ou câncer cervical, na maioria dos casos é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). Estima-se que 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquirir o vírus ao longo de suas vidas. É importante lembrar que a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer cervical uterino. Para que a infecção por HPV se transforme em câncer é necessário que haja determinadas alterações celulares.

Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a progressão do HPV para uma lesão cancerígena. São considerados fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero o tabagismo, a iniciação sexual precoce, a multiplicidade de parceiros sexuais, a multiparidade e o uso de contraceptivos orais.

Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama e câncer colorretal. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres no Brasil.

A identificação e o tratamento das infecções por HPV são a melhor forma de prevenir o surgimento da neoplasia.

 

Público-alvo do rastreamento do câncer do colo do útero

O método de rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil deve ser oferecido às mulheres com idades entre 25 e 64 anos e que já iniciaram a atividade sexual. A priorização desta faixa etária como a população-alvo do programa de rastreamento é baseada na maior ocorrência das lesões de alto grau, passíveis de serem tratadas efetivamente para não evoluírem para o câncer.

É importante destacar que a determinação de uma faixa etária não significa a impossibilidade da oferta do exame para as mulheres mais jovens ou mais velhas. O ginecologista deve avaliar, caso a caso, a necessidade de solicitar o exame em outras idades, de acordo com o estado clínico da paciente e da anamnese.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência deste câncer aumenta nas mulheres entre 30 e 39 anos de idade e atinge seu pico na quinta ou sexta décadas de vida. Antes dos 25 anos, prevalecem as infecções por HPV e as lesões de baixo grau, que regridem espontaneamente na maioria dos casos.

 

Quais exames compõem o rastreamento do câncer do colo do útero e onde podem ser feitos

O rastreamento do câncer do colo do útero se baseia na história natural da doença e no reconhecimento de que o câncer invasivo evolui a partir de lesões precursoras, que podem ser detectadas e tratadas adequadamente, impedindo a progressão para o câncer.

O método principal para rastreamento do câncer do colo do útero é o teste de Papanicolau (exame citopatológico do colo do útero). A experiência de alguns países desenvolvidos mostra que a incidência do câncer do colo do útero foi reduzida em torno de 80% onde o rastreamento citológico foi implantado com qualidade, cobertura, tratamento e seguimento das mulheres.

O exame pode ser feito na consulta com o médico ginecologista, em clínicas ou hospitais.

 

Como é feito o encaminhamento para o rastreamento de câncer do colo do útero

O exame é solicitado pelo ginecologista.

 

Com que periodicidade deve ser feito o rastreamento de câncer do colo do útero

A rotina recomendada para o rastreamento no Brasil é a repetição do exame Papanicolau a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano.

A repetição em um ano após o primeiro teste tem como objetivo reduzir a possibilidade de um resultado falso-negativo na primeira rodada do rastreamento. A periodicidade de três anos tem como base a recomendação da OMS e as diretrizes da maioria dos países com programa de rastreamento organizado.

 

Qual é o encaminhamento em caso positivo?

As mulheres que forem diagnosticadas com lesões intraepiteliais do colo do útero no exame de rastreamento devem ser encaminhadas para confirmação diagnóstica e tratamento. Sinais e sintomas deste tipo de câncer aparecem apenas em fases mais avançadas, por isso a necessidade do rastreamento e tratamento precoce das lesões. As alterações das células do colo do útero descobertas no exame preventivo são curáveis na quase totalidade dos casos.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609