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Câncer de mama: o que é e quais os fatores de risco

O câncer de mama é uma doença em que a multiplicação desordenada de células da mama gera múltiplas células anormais, formando um tumor. Seus principais sintomas são:

  • Surgimento de um nódulo no seio (principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos);
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
  • Alterações no mamilo;
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2020, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estimou cerca de 66.280 mil novos casos no país. 

Quando o câncer de mama é rastreado e diagnosticado em estádios iniciais (I ou II), a taxa de sobrevida em cinco anos varia entre 80% e 99%; em estádios avançados e que incluem metástases, a taxa de sobrevida em cinco anos cai para 30%.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama são:

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo e falta de atividades físicas;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Menopausa após os 55 anos;
  • História familiar de câncer de ovário;
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens; e 
  • Alteração genética conhecida nos genes BRCA1 e BRCA2 – além de outros genes de menor contribuição.

 

Público-alvo do rastreamento de câncer de mama

Existem diferentes recomendações para o rastreamento do câncer de mama.

Para mulheres sem fatores de alto risco, a CNM (Comissão Nacional de Mamografia), composta pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, pela Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia, recomenda o rastreamento do câncer de mama entre 40 e 74 anos de idade. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) e o Ministério da Saúde, por outro lado, orientam que o rastreamento seja realizado entre 50 e 69 anos de idade.

Para mulheres com fatores de alto risco, a CNM recomenda o rastreamento do câncer de mama a partir dos 25 anos de idade (casos de alterações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2), dez anos antes da idade em que o parente mais jovem foi diagnosticado (em casos de histórico familiar) e a partir do diagnóstico de síndromes genéticas ou de outros tipos de câncer na própria pessoa.

 

Quais exames compõem o rastreamento do câncer de mama e onde podem ser feitos

O Brasil segue as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, do INCA, e adota a mamografia como o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade pela doença. No entanto, alguns serviços optam por complementar o exame de mamografia com uma ultrassonografia mamária.

Em caso de pessoas muito jovens com forte histórico familiar e/ou risco genético comprovado – visto que há menos eficácia da mamografia nessa faixa etária – é comum que seja realizada a ressonância nuclear magnética das mamas.

O exame de mamografia é feito com duas radiografias iniciais de cada mama. O médico radiologista as examina na hora e, se considerar necessário, solicita radiografias complementares. É importante esclarecer que o pedido de complemento (ou seja, retornar para refazer ou complementar o exame) não significa suspeita de câncer, mas sim que determinadas regiões da mama podem precisar de ângulos diferentes para uma análise completa.

A mamografia pode ser feita em clínicas e hospitais públicos ou particulares.

 

Como é feito o encaminhamento para o rastreamento de câncer de mama

O encaminhamento para a realização da mamografia para rastreamento de câncer de mama é feito por médico ginecologista ou clínico geral, que avalia a necessidade do exame de acordo com as características da paciente.

Como existem diferentes recomendações para o rastreamento do câncer de mama, conforme colocado acima, o ideal é que a mulher confie ao médico a decisão de fazê-lo ou não.

 

Com que periodicidade deve ser feito o rastreamento de câncer de mama

De acordo com as recomendações da CNM para mulheres sem fatores de alto risco, a mamografia de rastreamento deve ser feita anualmente entre os 40 e os 74 anos de idade. Já pela orientação do INCA e do Ministério da Saúde, o exame precisa ser realizado a cada dois anos entre os 50 e os 69 anos.

No caso das mulheres com fatores de alto risco, a mamografia deve ser feita anualmente.

 

Qual é o encaminhamento em caso positivo? E em caso negativo?

Um achado no exame de rastreamento para qualquer tipo de câncer não é sinônimo de diagnóstico e há sempre a possibilidade de o resultado ser um falso positivo. Por isso, depois da mamografia é comum que o médico solicite exames de imagem confirmatórios ou mesmo uma biópsia, especialmente se o resultado tiver sido positivo para a suspeita de tumor.

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Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609