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Câncer colorretal: o que é e quais os fatores de risco

O câncer colorretal inclui tumores que atingem uma parte do intestino grosso (o cólon) e o reto (final do intestino, porção localizada antes do ânus). Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura.

A maioria desses tumores começa a partir do surgimento de pólipos, que são lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

O rastreamento pode não apenas diagnosticar a lesão maligna em seu início, quando são grandes as chances de cura, como também prevenir o surgimento da neoplasia, além de permitir a detecção e a retirada dos pólipos antes que se transformem em um tumor maligno.

Quando o câncer colorretal é diagnosticado em estágio inicial, ou seja, antes de se espalhar, a taxa de sobrevida em 5 anos é de 90%. Mas apenas 40% dos cânceres colorretais são diagnosticados em fase inicial.

Os fatores de risco que elevam as chances de desenvolver a doença são:

  • Má dieta alimentar;
  • Excesso de consumo de carne vermelha;
  • Consumo de carnes processadas (presunto, salsicha etc.);
  • Tabagismo; e
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

 

Público-alvo do rastreamento de câncer colorretal

A política de rastreamento para câncer colorretal inclui a população assintomática pertencente a dois grupos. No considerado de médio risco, os exames para detecção focam em pacientes com 50 anos de idade ou mais. No grupo considerado de alto risco, o rastreamento deve ser feito em pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer, doenças inflamatórias do intestino ou síndromes genéticas, como a de Lynch ou Polipose Adenomatosa Familiar.

Exames para a detecção deste tipo de câncer devem ser considerados na investigação de sintomas como:

  • Sangramento nas fezes;
  • Massa abdominal;
  • Dor abdominal;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Anemia; e
  • Mudança do hábito intestinal.

 

Quais exames compõem o rastreamento do câncer colorretal e onde podem ser feitos

Os exames que compõem o rastreamento do câncer colorretal são: 

  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes – menos invasivo e mais fácil de fazer, mas precisa ser realizado com uma frequência maior para uma boa eficácia da estratégia de rastreamento; e
  • Colonoscopia – o médico observa todo o cólon e o reto com um colonoscópio – um tubo fino, flexível, com uma pequena câmera de vídeo na extremidade. O colonoscópio é inserido através do ânus no reto e no cólon. Se for necessário, instrumentos especiais podem ser passados através do colonoscópio para biopsiar ou remover quaisquer áreas de aparência suspeita, como pólipos.

O exame é realizado em clínicas ou hospitais e com o paciente sedado.

 

Como é feito o encaminhamento para o rastreamento de câncer colorretal

O encaminhamento do paciente para os exames de rastreamento de câncer colorretal pode ser feito por qualquer médico, mas a realização no caso da colonoscopia é feita por um médico especialista no exame.

 

Com que periodicidade deve ser feito o rastreamento de câncer colorretal

As colonoscopias de acompanhamento devem ser feitas a cada 1 a 3 anos, dependendo dos fatores de risco para câncer colorretal e dos resultados da colonoscopia anterior.

Os exames de fezes podem ser feitos em qualquer periodicidade, a critério médico.

 

Qual é o encaminhamento em caso positivo? E em caso negativo?

Se nos exames de rastreamento for detectada a suspeita de câncer colorretal, será realizada uma biópsia durante a colonoscopia. Nessa biópsia o médico remove uma amostra de tecido que é enviada a um laboratório para análise. 

Se der negativo, o paciente será orientado a realizar novamente o exame depois de determinado tempo, a critério médico.

Se der positivo, ele será encaminhado a um oncologista para a definição do tratamento, que normalmente inclui cirurgia e, se necessário e dependendo do estágio do câncer, terapias como quimioterapia e radioterapia.

GRUPO ONCOCLíNICAS. SUA ViDA, NOSSA VIDA.

Responsável técnico: Dr. Bruno Lemos Ferrari | CRM-MG 26609