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Alimentação

A alimentação é uma das necessidades mais básicas e importantes do ser humano. É pelos alimentos que recebemos a energia e os nutrientes necessários para o funcionamento adequado do nosso organismo.

A alimentação saudável é aquela que contém nutrientes – proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras, em quantidade adequada para suprir as necessidades do nosso corpo. Portanto, devemos consumir, diariamente, uma variedade de alimentos que forneçam os nutrientes essenciais, na proporção ideal.

Se você está em tratamento, o cuidado com a alimentação deve ser redobrado. A despeito de todas as dúvidas e inseguranças que possam surgir, o fato é que um bom estado nutricional protege o seu organismo dos efeitos adversos das terapias contra o câncer, melhora o seu sistema imunológico e, consequentemente, a sua qualidade de vida. Em suma, o peso adequado e o consumo apropriado de energia, proteína, vitaminas, minerais, fibras e água pode ser determinante nos resultados terapêuticos.

O Grupo Oncoclínicas parte da premissa de que a alimentação adequada e um amplo suporte nutricional são pilares importantes do tratamento oncológico e devem estar presentes em todas as fases da doença. Para tanto, dispõe de nutricionistas qualificados que atuam em conjunto com equipes multidisciplinares no sentido de oferecer uma assistência completa, integral e totalmente individualizada.

Por meio de orientações claras e específicas caso a caso, o paciente passa a ter ciência do que comer, em qual quantidade e quando. Um acompanhamento que é feito diariamente e bem de perto, o que contribui para amenizar determinados efeitos colaterais causados pelos tratamentos e para um enfrentamento mais tranquilo e confortável das mudanças que possam ocorrer no comportamento alimentar.

Sobre a pirâmide alimentar

A pirâmide de alimentos representa, de maneira bem clara, as opções e as quantidades necessárias para uma alimentação mais saudável.

Ela é dividida em grupos para facilitar as escolhas. Na base, estão os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade e, no topo, os que devem consumidos em menor quantidade. Simples assim.

Cada grupo de alimentos é fonte de nutrientes específicos e essenciais para a boa manutenção do organismo. Vale ressaltar que não existe nenhum alimento que seja completo e que tenha tudo o que nosso organismo precisa para um bom funcionamento. É necessário introduzir alimentos com funções diferentes em suas refeições diárias para que sua dieta fique equilibrada.

A quantidade recomendada de porções de cada grupo varia caso a caso e depende da necessidade individual de energia, que, por sua vez, está relacionada com a idade, peso, estatura e atividade física.

Suplementos alimentares

Atualmente já existem suplementos alimentares específicos para o tratamento oncológico. O objetivo da suplementação é fazer a compensação dos déficits alimentares, sem atrapalhar a sua nutrição. Eles podem contribuir para a redução da perda de peso bem como o seu aumento, para o reforço da imunidade e para a melhora da sua qualidade de vida.

Existem diversos tipos de suplementos disponíveis: hipercalóricos, hiperproteicos e enriquecidos com ácidos graxos, que possuem ação anti-inflamatória.

Mas vale alertar que o uso de suplementos só deve ser feito sob orientação de seu médico e/ou nutricionista.

Dicas que podem ajudar

  • Apesar da quantidade de alimento a ser ingerido sempre variar de indivíduo para indivíduo, faça uma alimentação fracionada em cinco a seis refeições/dia, variando ao máximo os componentes do cardápio.
  • Reforce a ingestão de líquidos, como água, sucos, água de coco, sopas e outros. Eles são importantes para a eliminação da parte tóxica dos medicamentos.
  • Procure não ingerir os líquidos com as refeições para não se sentir muito cheio. Beba nos intervalos.
  • Saboreie seus pratos preferidos a qualquer hora do dia.
  • Alimente-se melhor na refeição que você sentir mais fome.
  • A apresentação da refeição é importante para abrir o apetite. Refeições atraentes, saborosas e variadas ajudam no sucesso da dieta.
  • Utilize temperos e ervas para melhorar o sabor e aroma dos alimentos.
  • Atividades físicas leves antes das refeições, como caminhar, aumentam o apetite.

A alimentação e os efeitos colaterais dos tratamentos

Recomendações nutricionais para melhorar os sintomas causados pelos tratamentos:

  • Receber ajuda na acomodação à mesa;
  • Não ajudar na preparação dos alimentos;
  • Adaptar a consistência da dieta.
  • Fracionar refeições;
  • Não ingerir líquidos durante as refeições;
  • Ficar afastado da cozinha durante o preparo das refeições;
  • Evitar os alimentos muito condimentados, gordurosos e doces;
  • Dar preferência a preparações em temperatura fria ou gelada ou à temperatura ambiente;
  • Não se deitar logo após as refeições.
  • Manter a temperatura das refeições conforme melhor aceitar;
  • Substituir os alimentos pouco tolerados por aqueles nutricionalmente similares e melhor aceitos;
  • Melhorar a apresentação dos pratos.
  • Antes das refeições, providenciar alívio da dor;
  • Evitar os alimentos irritantes (especiarias, secos, duros, ácidos, etc.);
  • Evitar extremos de temperatura;
  • Modificar a consistência da dieta para pastosa ou semissólida, dependendo do grau de comprometimento da mucosa oral;
  • Cuidados com a higiene oral;
  • Evitar bebidas alcoólicas, cafeína e tabaco.
  • Fracionar refeições;
  • Evitar o consumo abundante de bebidas, especialmente durante as refeições;
  • Evitar alimentos crus;
  • Evitar preparações gordurosas ou muito ricas em molhos.
  • Aumentar a ingestão de líquidos;
  • Preferir refeição leve;
  • Ingerir pequenas porções durante o dia;
  • Utilizar temperos como cebola, alho, sal e óleo com moderação;
  • Suspender os alimentos laxativos (verduras, frutas como laranja, mamão, ameixa preta, coco);
  • Introduzir os alimentos constipantes como batata, mandioca, sagu.
  • Aumentar a ingestão de líquidos, dando preferência aos sucos laxativos;
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras (legumes, frutas com casca ou bagaço, verduras cruas e cozidas, cereais integrais);
  • Evitar o consumo de maisena, creme de arroz, arrozina e fubá;
  • Praticar atividade física sob orientação médica.

O tratamento quimioterápico pode causar náuseas e vômitos. Tais efeitos podem aparecer alguns minutos após o início da infusão da medicação, horas ou dias após o término do procedimento.

Para minimizar o desconforto dos pacientes, a medicina dispõe de medicações para o controle de náuseas. Converse com seu médico.

Dicas

  • Evite frituras e alimentos gordurosos;
  • Evite alimentos muito condimentados e apimentados;
  • Alimentos muito quentes podem aumentar o desconforto e a indisposição;
  • Procure não ingerir líquidos durante as refeições. Beba-os durante os intervalos;
  • Chupar gelo pode ajudar a diminuir o enjoo (pergunte ao seu médico ou aos enfermeiros se você pode ingerir líquidos gelados, pois, para alguns tratamentos, isso pode ser contraindicado);
  • Beba sucos e consuma picolés de frutas cítricas, como os de limão;
  • Faça pequenas refeições, em um intervalo de tempo menor. Não fique muito tempo sem comer. Lembre-se: quanto mais tempo com o estômago vazio, mais enjoado você vai ficar;
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
  • Não se alimente durante os episódios de vômito. Aguarde um tempo para voltar a se alimentar;
  • Escove os dentes ou lave a boca com frequência;
  • Mantenha a casa com ar fresco e livre de odores;
  • Relaxe e procure pensar em imagens positivas, que podem ajudar a mudar a expectativa e o temor relativos à náusea e ao vômito.
Se você apresentar vômito, a desidratação pode ser um problema. Você deverá aumentar a ingestão de líquidos, como água, chás, sucos e água de coco, para repor as perdas ocasionadas por ela. Esses líquidos devem ser oferecidos em pequenas quantidades, com grande frequência, para manter-se hidratado.

Nas fases em que o apetite diminui, você deve buscar alternativas alimentares que auxiliem na manutenção do peso e do seu nível de energia. É preciso aceitar as mudanças de apetite e paladar – que podem ocorrer durante e depois do tratamento –, tendo em mente que elas são transitórias. Se você não consegue comer porque não sente fome, lembre-se de que a alimentação pode ajudá-lo a se sentir mais disposto.

Dicas

  • Tente fazer refeições leves, várias vezes ao dia, com o intervalo mínimo de três horas;
  • Capriche no café da manhã, pois é o horário em que se costuma ter mais disposição para comer;
  • Coma e beba bem devagar;
  • Evite ingerir líquidos, principalmente com gás, junto com o almoço e/ou jantar. Beba 30 minutos antes ou após as refeições;
  • Prepare pratos coloridos e variados e inclua novos alimentos em seu cardápio;
  • Se possível, deixe que outra pessoa prepare a refeição e evite ficar na cozinha no momento do preparo;
  • Tenha sempre uma refeição rápida e saudável disponível em casa e na bolsa;
  • A comida deve ser preparada na consistência que mais lhe agradar e que você consiga melhor tolerar, podendo variar da consistência normal dos alimentos, branda (em pedaços e bem cozidos); pastosa (em forma de purês, suflês, amassados, desfiados) ou líquida (sopas, sucos, sorvetes, gelatinas, etc.);
  • Nesse momento, suplementos nutricionais podem ser necessários. Procure um nutricionista ou o seu médico de referência.

A prisão de ventre (constipação) refere-se à condição irregular do sistema digestivo e à consistência endurecida e ressecada das fezes. Comum em pacientes submetidos a tratamentos contra o câncer, a constipação pode provocar dor, inchaço abdominal, perda de apetite, náusea e vômito. Para minimizar e eliminar o desconforto, basta tomar algumas medidas simples.

Dicas

  • Beba muito líquido, aproximadamente oito copos por dia (caso seja possível). Isso ajuda a manter a consistência apropriada das fezes.
  • Coma alimentos ricos em fibras (pão, biscoito e cereais integrais), frutas frescas (mamão, laranja com bagaço, ameixa, tangerina, caqui, uva com casca), verduras (agrião, alface, acelga, brócolis, espinafre, couve, bertalha, etc.), abóbora, quiabo, vagem, caroço de feijão, ervilha, lentilha, farelo de trigo ou de aveia.
  • Evite alimentos que “prendem o intestino”, como maçã, banana-prata, banana-maçã, goiaba, caju, limão, cenoura cozida, batata, aipim, inhame, cará, creme de arroz, chá-preto, refrigerantes e mate.

A diarreia é caracterizada por evacuações líquidas acima de três episódios por dia, que podem levar à desidratação pela perda de líquidos do seu organismo. A quimioterapia e a radioterapia podem causar alterações na mucosa do trato digestivo, alterando a absorção de líquidos e a composição da flora intestinal. A diarreia surge a partir daí e acarreta em excessiva perda de líquidos e eletrólitos.

É importante prevenir a diarreia ou tratá-la tão logo ela se manifeste. Ao menor sinal de dor ou cólica, ou na ocorrência de até quatro evacuações ao dia, de fezes predominantemente desmanchadas ou líquidas, notifique seu médico.

Dicas

  • Beba muito líquido durante o dia.
  • Procure ingerir alimentos como banana-prata, banana-maçã, maçã sem casca, goiaba sem casca nem sementes, pera sem casca, limão (refresco coado), água de coco, caju, batata, chuchu, cenoura cozida, aipim, inhame, cará, creme ou água de arroz, pois eles ajudam a controlar ou evitar a diarreia. Além desses, você pode comer arroz, macarrão com molho caseiro coado, farinhas, torradas, biscoito água e sal ou de maisena, gelatina, carnes grelhadas (frango, peixe ou boi) e leite de soja (que deve ser utilizado, também, nos casos de rejeição ao leite de vaca).
  • Evite alimentos açucarados, como doces concentrados (goiabada, marmelada, etc.), chocolates, etc.
  • Lembre-se sempre de lavar as mãos, principalmente antes das refeições, para evitar contaminação, que pode levar a infecções intestinais.
  • Em caso de diarreia persistente, utilize o soro caseiro.

Algumas medicações e a digestão incompleta podem levar a uma formação excessiva de gases. Para minimizar o desconforto, siga as instruções abaixo.

Dicas

  • Coma bem devagar, mastigando bem os alimentos.
  • Evite falar durante as refeições.
  • Se for usar alho e cebola no preparo das refeições, use-os sempre refogados, com moderação.
  • Evite alimentos que provocam gases, como condimentos picantes, batata-doce, agrião, berinjela, couve-flor, couve-manteiga, repolho, mostarda, soja, caroço de feijão, ervilha seca, lentilha, aveia, ovos, vísceras (rim, coração, fígado, miolo).
  • Para reduzir a formação de gases ocasionados pelas leguminosas (feijão, ervilha, lentilha e soja), você deve deixar os grãos de molho na água, por 45 minutos, trocando o líquido por três vezes (a cada 15 minutos). Em seguida, leve à panela de pressão para cocção.
  • Evite refrigerantes e bebidas gasosas

A xerostomia (também conhecida como boca seca ou secura da boca) é um sintoma relacionado à falta de saliva, podendo gerar dificuldade para falar e comer. Pode causar mau hálito e aumento da ocorrência de cáries, já que o efeito protetor da saliva não está presente, e também pode fazer com que a mucosa da boca se torne mais vulnerável a infecções.

A língua pode apresentar atrofia das papilas, inflamação e fissuras, causando sensibilidade, ardência e dor. A xerostomia predispõe a complicações da gengiva e, em casos extremos, a perda de dentes, além da dificuldade de utilização de dentaduras e incômodos com aparelhos protéticos, devido à secura da boca.

Dicas

  • Ingerir água de forma abundante, durante todo o tratamento, para estimular as glândulas salivares e “substituir” a saliva que não for produzida.
  • Evite ingerir alimentos secos, procure usar molhos e cremes que auxiliam na mastigação e deglutição dos alimentos.
  • Evite ingerir qualquer produto que contenha álcool.
  • Utilizar pasta de dentes para escovação. Dê preferência às pastas para dentes sensíveis, pois essas possuem menos paladar e não são abrasivas.
  • Pode-se mascar chicletes sem açúcar para estimular as glândulas salivares.

Nem todo paciente apresenta essa alteração, mas pode variar na intensidade da sua manifestação (desde uma alteração discreta até a perda total do paladar). É comum esse paciente perder o interesse pela alimentação. Entretanto, ela não deve ser ignorada, para que possa haver sequência no tratamento. Com o término do tratamento, o paladar pode se restabelecer em aproximadamente quatro meses, porém, alguns pacientes não apresentam remissão do quadro.

Não existem formas terapêuticas e eficazes para o controle desse quadro. O profissional deve diminuir a ansiedade do paciente em relação à disgeusia e sua possível manutenção por tempo indeterminado.

Dicas

  • Oferecer alimentos atraentes em termos de aparência e odor.
  • Incentivar o consumo de peixes, frangos e ovos, caso haja intolerância à carne vermelha.
  • Utilizar temperos e condimentos como salsinha, cebolinha, orégano, alho e ervas, com o objetivo de melhorar o sabor dos preparos.
  • Variar os alimentos.
  • Ingerir bastante água.
  • Não forçar o consumo de alimentos indesejados.

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