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Relato de caso: tratamento de extravasamento de Epirrubicina em cateter venoso central

Extravasamento é a infiltração ou escape de drogas de vasos sanguíneos para tecidos circunjacentes à área puncionada.

XVII congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, Gramado-RS

INTRODUÇÃO

Extravasamento é a infiltração ou escape de drogas de vasos sanguíneos para tecidos circunjacentes à área puncionada. Pacientes submetidos a tratamento oncológico necessitam de acesso venoso que permita a infusão segura de drogas quimioterápicas. Pode ser uma complicação grave e a morbidade depende da droga, quantidade extravasada, concentração, localização, condições clínicas do paciente e intervalo entre o fato e o reconhecimento. Seus efeitos tóxicos locais variam podendo causar dor e necrose tissular. As drogas antineoplásicas são classificadas de acordo com o potencial agressivo aos vasos e tecidos em vesicantes e irritantes. Os quimioterápicos vesicantes são responsáveis pelas reações mais graves, pois provocam irritação severa com formação de vesículas e destruição tecidual quando extravasados. Dentre as drogas vesicantes existe outra classificação de acordo com a capacidade de ligação aos ácidos nucléicos da molécula de DNA tecidual:quimioterápicos que não se unem ao DNA: causam dano tecidual imediato, porém são rapidamente inativados ou metabolizados o que permite um processo de cicatrização normal e quimioterápicos que se unem ao DNA: inibem a enzima mitótica topoisomerase II, provocando morte celular, através da liberação de complexos de radicais livres para o meio extracelular, ocasionando danos contínuos por um longo período, dificultando o processo de cicatrização normal, e aumento do tamanho e profundidade da lesão, por exemplo, os antracíclicos.(2,3). CASO: Paciente sexo feminino, 53 anos, branco, diagnóstico angiocarcinoma mama direita, cateter venoso central(CVC) tipo port-a-cath implantado há 15 dias. No D1 do Iv ciclo de infusão de Epirrubicina+Ifosfamida apresentou dor durante infusão da Epirrubicina em CVC. Interrompido infusão e realizado RX com contraste que diagnosticou extravasamento do contraste em região. Iniciado protocolo de extravasamento de Epirrubicina instituído no serviço com compressa de gelo no local. Retirado compressa de gelo e após 30 minutos iniciado infusão em um acesso venoso em local distante do extravasamento; dose: 1000 mg/m², 1000 mg/m² 24 h após a primeira dose e 500 mg/m² no D3. DISCUSSÃO: Em setembro de 2007, o FDA aprovou o Dexrazoxane para o tratamento do extravasamento resultante de antracíclico(15). Tem sido utilizado a vários anos para minimizar a cardiotoxidade induzida por antracíclicos(3). A droga se liga ao ferro- antraciclínico e previne a formação de radicais livres o maior responsável pela formação de necrose tecidual(3). Um estudo multicêntrico demonstrou eficácia de 98,7% avaliada em 54 pacientes que apresentaram extravasamento de antracíclico(16). Após o tratamento paciente evoluiu com endurecimento da área, após 21 dias melhora da dor e calor local. Após quatro meses apresenta área com melhora do endurecimento, ausência de dor e não evoluiu para lesão. Portanto, o dexrazoxane mostra-se como uma alternativa segura para tratamento de extravasamento por antracíclico.

Autores: FIGUEIREDO, P.A; VANCIN, J.O.; TOSTES, C.L.; TOLEDO, F.A.; MONTEIRO, A.J.; SUAVINHA, M, LIMA, R.C.

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