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Desenvolvimento de Modelo de Prescrição Eletrônica para Clínica Oncológica

As falhas relacionadas aos medicamentos estão divididas em três etapas e todas elas suscetíveis a erros: prescrição, dispensação e administração, sendo que 72% destas foram iniciadas durante a prescrição.

VI Congresso Brasileiro de Farmacêuticos em Oncologia realizado em Brasília-DF

Introdução:

As falhas relacionadas aos medicamentos estão divididas em três etapas e todas elas suscetíveis a erros: prescrição, dispensação e administração, sendo que 72% destas foram iniciadas durante a prescrição. Sujeita a rasuras, presença de abreviaturas, nomes comerciais, ou mesmo a ausência de informações, a prescrição manual apresenta uma série de erros que podem colocar em risco a saúde do paciente. A adoção de sistemas de prescrição eletrônica auxilia na garantia da qualidade e segurança da assistência dos pacientes, bem como, de recursos para prestação de serviços. A prescrição eletrônica reduz a freqüência de erros, principalmente pela melhor legibilidade, e é chave também para a qualidade do atendimento. Quando informatizada, a prescrição possibilita a recuperação instantânea de qualquer prescrição armazenada, implementação de prescrição provisória para validação posterior, padronização de medicamentos de estoque, facilitação para utilização de nomes genéricos e verificação de equívocos decorrentes de possíveis erros de digitação.

Objetivo:

Desenvolvimento de modelo de prescrição eletrônica para clínica oncológica que possibilite a minimização de erros e permita a padronização dos protocolos consagrados por estudos clínicos utilizados pela instituição.

Métodos:

Desenvolvimento de software de prescrição eletrônica baseado em modelos de protocolos pré-definidos, de acordo com a indicação para cada tipo de tumor. Para cada protocolo de tratamento é definido um tipo de hidratação e de pré-medicação, assim como a posologia e a periodicidade, segundo a literatura. É também determinado no desenvolvimento do protocolo a ordem e o tempo de infusão dos medicamentos. As informações são determinadas e revistas por médico e farmacêutico. Ao prescrever, o médico determina o tipo de tumor e o sistema apresenta os protocolos padronizados pela instituição. O médico faz a escolha do protocolo e todas as informações referentes à hidratação, pré-medicação, tempo e ordem de infusão, além de cuidados relacionados a cada medicamento, como toxicidade e cuidados no preparo são armazenadas. As doses são calculadas pelo sistema de acordo com o peso e altura inseridos anteriormente no prontuário eletrônico, assim como, as informações do paciente, a saber: nome, idade, sexo, raça e convênio médico, além de comorbidades e antecedentes alérgicos. A prescrição, após ser impressa, é salva no sistema, e a próxima prescrição é gerada segundo a periodicidade do ciclo. O sistema permite a alteração de doses ou troca de pré-medicação e data segundo a necessidade de cada paciente, mediante justificativa, impressa em campo próprio para observações.

Resultados:

O modelo permite a minimização de erros relacionados aos dados pessoais do paciente, assim como erros de cálculo de dose, ordem e tempo de infusão dos medicamentos, data da aplicação, hidratação e pré-medicação específicas para cada protocolo. A prescrição também fornece informações importantes para farmacêuticos e enfermeiros para correta diluição e administração dos medicamentos. Além disso, o modelo em questão permite a padronização dos protocolos dentro da instituição, além da padronização da pré-medicação para cada protocolo. O mesmo também possibilita um protocolo provisório que possa ser revisto por médicos e farmacêuticos antes da prescrição, além de permitir recuperação de possíveis alterações realizadas.

Conclusão:

O modelo de prescrição eletrônica oferece maior segurança para os pacientes, pois permite a minimização de erros, além de maior qualidade no atendimento. Fornece, ainda, informações importantes aos profissionais e permite a padronização dos protocolos.

Autores: Marina M. Suavinha; Rebeca O. L. Silva, Carla L. T. dos Santos, Flávia A. T. Branquinho, Rita C. Lima, Fabrício G. Henrique , Aurélio J. C. Monteiro, Diocésio A. P. de Andrade

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