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Câncer de Mama: Análise de Sobrevida

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Além disso, corresponde ao segundo tipo mais prevalente entre a população em geral.

No ano de 2011, as estatísticas do Cancer.Net estimaram que 230.480 mulheres nos Estados Unidos seriam diagnosticadas com câncer de mama invasivo, e 57.650 mulheres seriam diagnosticadas com câncer de mama in situ.

Ainda de acordo com Cancer.Net, se o câncer é limitado à mama, a taxa de sobrevida de 5 anos é de 98%. Se o câncer espalha-se para os linfonodos regionais, a taxa de sobrevida em 5 anos é de 84%. Caso o câncer tenha se espalhado para sítios distantes, a taxa de sobrevida de 5 anos passa para 23%.

No Brasil, entre 1980 e 2000, a mortalidade bruta pelo câncer de mama passou de 6,14 para 9,64 por 100 mil mulheres, resultando em um aumento de 57%. Porém, as taxas de mortalidade por câncer de mama no país continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados.

Algumas variáveis estão intimamente relacionadas com a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama, tais como:

  • Idade: o risco de desenvolvimento de câncer de mama é maior em mulheres acima de 50 anos.
  • História familiar e pessoal: mulheres que já apresentaram câncer em um das mamas ou que possuem parentes de primeiro grau (mãe, irmã, tia) que tiveram a doença têm maior probabilidade de desenvolver câncer de mama.
  • Predisposição genética: mutações em genes, como BRCA1 e BRCA 2, estão associadas com risco aumentado de câncer de mama e ovário.
  • Aspectos hormonais: menarca precoce e menopausa tardia estão relacionadas com aumento de risco de câncer de mama.
  • Uso prolongado de anticoncepcionais orais.
  • Exposição a altas doses de radiação ionizante.
  • Obesidade na pós-menopausa.

Outros fatores, ainda, estão sendo investigados, como: sedentarismo, consumo de álcool e gorduras e tabagismo.

A sobrevida é o parâmetro mais utilizado para avaliar resultados na área oncológica, inclusive epidemiológica, onde as taxas de mortalidade são de alta relevância analítica. Alguns fatores prognósticos para a sobrevida global em câncer de mama são: tamanho do tumor, status dos linfonodos e dos receptores hormonais, grau histológico e idade.

Com o objetivo de avaliar o tempo se sobrevida de pacientes com câncer de mama tratados no InORP, foram coletadas informações de pacientes com diagnóstico primário de câncer de mama, sendo analisadas as variáveis idade, estádio da doença, tabagismo e antecedente de câncer conhecido na família.

De 2005 a 2011, 93 pacientes com câncer de mama foram atendidas no InORP- SP, e, ao final deste período, 87 haviam sobrevivido e 6 foram a óbito pela doença, representando, respectivamente, 93,5% e 6,4%.

As tabelas de 1 a 4 mostram a distribuição destas pacientes segundo as variáveis: faixa etária, antecedente familiar de câncer, tabagismo e estadiamento.

Tabela 1. Distribuição das pacientes de câncer de mama segundo faixa etária. InORP, 2013

Maior concentração de pacientes foi observada na idade inferior a 50 anos (37,6%), decrescendo com o avanço da idade.

Tabela 2. Distribuição das pacientes de câncer de mama segundo antecedente familiar. InORP, 2013

A maioria das pacientes (62,4%) não relatou antecedente familiar de câncer na família.

Tabela 3. Distribuição das pacientes de câncer de mama segundo tabagismo. InORP, 2013

Uma minoria das pacientes fumou (8,6%), sendo que outros 12,9% haviam abandonado o vício há mais de 5 anos.

Tabela 4. Distribuição das pacientes de câncer de mama segundo estadio. InORP, 2013

Aproximadamente 61% iniciaram atendimento na fase inicial da doença, enquanto as demais o fizeram quando o tumor estava localmente avançado ou metastático, como se vê no gráfico a seguir:

Figura 1. Distribuição percentual das pacientes de câncer de mama segundo estadiamento do tumor. InORP-SP, 2013

A sobrevida em 1 ano foi de 97,7% (IC95%: 91,1% – 99,4%) e, em 5 anos, a sobrevida foi de 85,3% (IC95%: 63,0% – 94,6%), mantendo-se neste patamar até 5,8 anos.

Os tempos médios de sobrevida segundo as variáveis de estudo podem ser visualizadas na Tabela 5:

Tabela 5. Tempos de sobrevida médio (m) e desvio-padrão (dp) segundo as variáveis analisadas. InORP, 2013

Pela Tabela 5, observa-se que tempos maiores de sobrevida ocorreram entre pacientes em estadio inicial.

Quanto às funções de sobrevida, os gráficos a seguir mostram as estimativas de probabilidade de sobreviver nos períodos de tempo (em anos).

Figura 2. Estimativa de probabilidade de sobrevida de Kaplan-Meier segundo idade. InORP-SP, 2013

Tabela 6. Tempo de sobrevida (anos) e idade. InORP, 2013

Pode-se observar variabilidade nas probabilidades de sobrevida entre os estratos, porém, a diferença foi não-significativa entre as faixas etárias consideradas (2 = 1,06; p=0,7866).

Quanto a antecedente familiar, verificou-se:

 

Figura 3. Estimativa de probabilidade de sobrevida de Kaplan-Meier segundo antecedente. InORP-SP, 2013

Verificou-se diferença não-significativa entre os dois grupos de pacientes segundo antecedentes (2 = 0,00; p=0,9738).

Tabela 7. Tempo de sobrevida (anos) e antecedentes. InORP, 2013

Quanto ao fumo, tem-se:

Figura 4. Estimativa de probabilidade de sobrevida de Kaplan-Meier segundo fumo. InORP-SP, 2013

A diferença entre os estratos foi não-significativa (2 = 0,72; p=0,6971)

Tabela 8. Tempo de sobrevida (anos) e fumo. InORP, 2013

Quanto ao estadiamento, encontrou-se:

Figura 5. Estimativa de probabilidade de sobrevida de Kaplan-Meier segundo estadio. InORP-SP, 2013

A sobrevida apresentou variabilidade segundo o estadio, de tal forma que aos 3 anos foi de 100% para pacientes com tumor em estadio inicial, de 89% para os de tumor localmente avançado e de 53% para os pacientes com metástases, sendo a diferença estatisticamente significante (2 = 41,75; p=0,0000).

Assim, houve sobrevida maior entre as pacientes com estágio inicial da doença, destacando-se o elevado número de pacientes que procuraram por tratamento nesta fase.

Tabela 9. Tempo de sobrevida (anos) e estadiamento. InORP, 2013

 

Referências:
  1. Instituto Nacional do Câncer (INCA)
    Disponível em: http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama
    http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama (acesso em 23 de novembro de 2011)
  2. Statistics for Breast Cancer
    Disponível em:
    http://www.cancer.net/patient/Cancer+Types/Breast+Cancer?sectionTitle=Statistics (acesso em 23 de novembro de 2011)
  3. DATASUS. Informações de saúde
    Disponível em:
    http://www.datasus.gov.br (acesso em 23 de novembro de 2011)
  4. PINHO, V.F.S., COUTINHO, E.S.F.
    Variáveis associadas ao câncer de mama em usuárias de unidades básicas de saúde. Cad. Saúde Pública. 23(5):1061-1069, 2007.
  5. MORAES, A.B., ZANINI, R.R., TURCHIELLO, M.S., RIBOLDI, J., MEDEIROS, L.R. Estudo da sobrevida de pacientes com câncer de mama atendidas no hospital da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad. Saúde Pública. 22(10):2219-2228, 2006.

Autores: MONTEIRO, A.J.C.; SILVA, R. O. L.; LOFFREDO, L. de C. M.

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