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O melanoma é um tipo de câncer que se origina a partir dos melanócitos. Melanócitos, por sua vez, são células especializadas na produção de melanina que, no desenvolvimento embrionário, derivam da crista neural e podem se distribuir para qualquer parte do organismo. A maior concentração de melanócitos se encontra na pele, onde cerca de 90% dos melanomas são diagnosticados. Entretanto, a doença pode surgir em qualquer outro local do organismo.

Sintomas

Tradicionalmente, um melanoma cutâneo inicial não provoca sintomas. No geral, ele é uma “pinta” ou mancha na pele que se diferencia das demais por ter uma série de características que podem estar relacionadas à presença de células malignas. Essas alterações são resumidas na sequência mnemônica do ABCDE e serão descritas a seguir:

  1. Assimetria: a maioria das manchas benignas é simétrica e tem formas arredondadas, ou ovaladas. Contrariamente, melanomas tendem a ser lesões assimétricas e sem uma forma geométrica predefinida.
  2. Bordas: lesões benignas têm, normalmente, bordas regulares e bem formadas. Já nos melanomas as bordas podem assumir características mais irregulares, espiculadas, com variações de espessura e regiões que se iniciam e terminam abruptamente.
  3. Cor: geralmente os nevos, pintas benignas, são monocromáticos, em tons de marrom. Melanomas, por sua vez, podem ser lesões com mais de uma cor, que variam de regiões apigmentares, podendo passar por diversas nuances de marrom, atingindo até o azulado, ou preto.
  4. Diâmetro: “pintas” comuns são lesões pequenas, com medidas inferiores a 0,5 cm. Melanomas tendem a crescer mais e frequentemente ultrapassam esse diâmetro.
  5. Evolução: nevos benignos, normalmente, não alteram sua conformação durante a vida. Do contrário, se alguma lesão de repente começar a crescer, mudar de cor, ulcerar, sangrar, coçar ou aparentemente se multiplicar pelas redondezas, é urgente que seja analisada por um dermatologista, pois pode ser um melanoma.

É importante ressaltar que basta que um desses atributos esteja presente em alguma lesão cutânea para que ela mereça ser avaliada por um especialista.

Fatores de risco

Diversos fatores de risco podem tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver um melanoma, como:

  • Exposição à radiação ultravioleta – UV solar e de câmaras de bronzeamento artificial
  • Histórico familiar da doença
  • História anterior de melanoma
  • Ser branco e ter cabelo e olhos claros
  • Presença de nevos atípicos, pintas benignas com atributos similares à melanoma
  • Ter imunodeficiência

Detecção

Uma lesão que preencha os critérios do ABCDE deve ser avaliada por um profissional especializado. Se a suspeita for mantida, o diagnóstico só pode ser comprovado por meio de uma biópsia. A biópsia deve, preferencialmente, envolver a retirada da lesão por completo, quando possível, respeitando-se margens de segurança preconizadas.

Tratamento

Aproximadamente 84% dos casos de melanoma são diagnosticados ainda sob a forma localizada e cerca de 10% abrem o quadro com a doença acometendo apenas os gânglios linfáticos regionais. Para esses casos, o tratamento do melanoma é fundamentalmente cirúrgico e consiste na retirada completa da lesão com margens de segurança livres de neoplasia e remoção dos gânglios comprometidos, quando presentes. Apenas em torno de 5% dos pacientes se apresentam inicialmente com doença metastática, isso é, disseminada para outros órgãos, como fígado, pulmão e cérebro, por exemplo. Nessa situação, normalmente está indicado tratamento sistêmico medicamentoso, que pode ser administrado por via oral ou venosa, a depender de alguns critérios.

A radioterapia tem seu papel reservado para determinadas situações no contexto do melanoma e não é empregada rotineiramente em todos os pacientes. Seus maiores benefícios estão no tratamento de focos de metástase no cérebro. Ainda, é útil para minimizar a dor, quando a doença invade locais específicos, como ossos, ou linfonodos.

Prevenção e hábitos saudáveis

  • Evitar a exposição solar entre as 9h e as 16h
  • Usar protetor solar
  • Usar chapéu e roupas para proteção da pele
  • Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Ter uma dieta balanceada, rica em vegetais crus, frutas cítricas e fibras
  • Não fumar
  • Praticar atividades físicas regulares

Prognóstico

Se diagnosticado precocemente, o prognóstico de cura é elevado. Em caso de metástase, o tratamento é sistêmico. O melanoma é uma doença capciosa. Ainda que seja detectada no estágio inicial e o tumor removido completamente, respeitando-se todas as recomendações, existe a chance de recidiva após um tempo, o que torna a avaliação especializada criteriosa de rotina ainda mais importante neste perfil de pacientes.

Até 10% das pessoas com melanoma tiveram um parente próximo com o mesmo problema.

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