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Artigos e Publicações

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Dr. Paulo Batistuta, médico do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon)

Opinião AG, 16/02/2016
Humanidade e microcefalia
Paulo Batistuta é médico do Cecon e diretor da Associação Médico-Espírita do Espírito Santo.

Assolada por zika vírus e microcefalia, a sociedade contemporânea está simplesmente estupefata, impotente perante a situação sanitária, o restrito engajamento popular no combate ao mosquito Aedes aegypti e a tragédia que representa para as ciências médicas. Gigantescas limitações dificultam testes diagnósticos, vacinas, tratamentos.

Embora haja muitas questões sem resposta, alguns fatos já são bem conhecidos e embaraçosos, como o grande número de bebês vitimados pela microcefalia. Ainda conviveremos um bom tempo com as angústias desse triste momento.

Causa perplexidade que a ONU e vários ativistas sugiram soluções intempestivas como abortar as gestações desses bebês, pois de fato ela pode causar limitações, mas também permite a vida plena orgânica, intelectual e afetiva para muitos portadores.

Vale recordar o caráter espectral da microcefalia, ou seja, suas consequências variam desde simples alterações até outras muito complexas. Ademais, ela decorre de várias outras doenças que nunca antes na história da Medicina motivaram aborto. Será que por tratar-se de epidemia a condição humana se modificou?

Seguindo o talante dos eugenistas de interromper gestações com fetos microcéfalos, em breve desaparecerão os terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e médicos que cuidam de pessoas desafiadas pelas doenças e de situações mais críticas para a saúde e para a vida. Sim, porque uma vez constatados tais diagnósticos, tão logo seria proposta a interrupção da vida.

Afinal, quem tem ou merece dignidade de vida? Quem confere o direito à vida? E qual médico ou juiz poderá arbitrar ou prever com certeza qual vida será viável ou produtiva, caso preservada?

Por outro lado, é nas dores extremas que os indivíduos amadurecem e progridem emocionalmente. E quais são os pacientes que superarão e vencerão as limitações da doença?

Extermínio em massa de seres humanos vulneráveis nunca trouxe progresso social. Mais proveito há para o indivíduo e para a coletividade em desenvolver respeito pela diversidade e solidariedade àqueles portadores de necessidades especiais que degradar os limites de nossa humanidade. Pois senão o homem retrocederá perante si mesmo, na esteira da evolução, despencando no perigoso abismo da barbárie.

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